O presidente da Câmara Municipal de Cascais, António Capucho, informou hoje, na tomada de posse do executivo camarário (PSD/CDS-PP), que o PS “não quis assumir funções na vereação de pelouros da autarquia, assumindo-se como oposição”.
“Não houve nenhum convite ao Partido Socialista para integrar a vereação de pelouros na câmara porque se anteciparam e disseram que não estavam interessados. Por isso, nem tive de mostrar a minha vontade”, afirmou António Capucho, acrescentando que aguarda com “entusiasmo, a intervenção que possam ter, já que não tiveram nos últimos oito anos”. “Espero que façam uma oposição construtiva”, reforçou.
Contactado pela agência Lusa, o presidente da concelhia do PS, Alípio Magalhães, demonstrou, em primeiro lugar, o seu desagrado por não ter sido informado sobre a cerimónia de tomada de posse do executivo, realizada esta manhã. “É uma falta de respeito pelo PS na oposição e, assim, começamos mal. Vai ser difícil trabalhar com um executivo que não nos informa do que se passa na câmara”, afirmou o responsável.
Contudo, Alípio Magalhães prometeu fazer, nos próximos quatro anos, uma oposição “leal, construtiva e responsável”, acompanhado da candidata socialista às últimas eleições autárquicas, Leonor Coutinho, e ainda de Alexandre Faria.
Durante a conferência de imprensa para apresentação de pelouros, António Capucho manifestou ainda a sua “indignação” pelo atraso do pagamento do IRS à autarquia.
“Fomos surpreendidos por não recebermos, desde o dia 15 de Outubro, o valor relativo ao IRS e o mais grave é que ninguém deu conhecimento às Câmaras do que se estava a passar”, reivindicou o autarca.
António Capucho referiu que a Associação Nacional de Municípios explicou tratar-se de um problema de “perda de receita em todo o país”. Porém, o autarca, que hoje foi empossado para o seu terceiro e último mandato, referiu que “não há direito que uma falha destas não seja comunicada aos municípios. O facto de se estar numa fase de transição de Governo pode atenuar, mas não iliba a responsabilidade”.


