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Carnaval

PS, PSD e CDS contra a tolerância de ponto no Parlamento

15.02.2012 - 13:48 Por Maria José Oliveira

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“Se a Assembleia não tiver tolerância de ponto pode ficar bem perante o Governo, mas não perante o país”, diz Bernardino Soares “Se a Assembleia não tiver tolerância de ponto pode ficar bem perante o Governo, mas não perante o país”, diz Bernardino Soares (Foto: Daniel Rocha)
Apenas o PCP apresentou um requerimento, apoiado pelo BE, para a Assembleia não se associar à medida de não dar tolerância de ponto no Carnaval, decidida pelo Governo.

No final da conferência de líderes, Bernardino Soares, presidente da bancada do PCP, explicou que o requerimento dos comunistas não propunha “que os deputados não trabalhassem” no dia 21, mas antes pretendia que a Assembleia da República não se associasse “à retirada do feriado, que irá provocar prejuízos económicos e sociais”. “Se a Assembleia não tiver tolerância de ponto pode ficar bem perante o Governo, mas não perante o país”, concluiu Soares.

A presidente do Parlamento, Assunção Esteves, sustentou que a decisão de não dar tolerância de ponto aos funcionários da Assembleia e aos deputados obteve um “larguíssimo consenso que ultrapassou a maioria clássica do Parlamento”. Para além do PSD e do CDS, também o PS aprovou esta proposta.

O deputado socialista António Braga justificou depois que, apesar de o PS “acompanhar os pressupostos do PCP”, a sua bancada teve em conta que a decisão do Governo destina-se a toda a Função Pública. Por isso, “não faria sentido a Assembleia não acompanhar” esta medida, considerou.

Por agora só a comissão de Ética tem trabalho marcado

Até ao início da tarde desta quarta-feira apenas uma das 13 comissões parlamentares tem já trabalho marcado para a terça-feira de Carnaval. A Comissão para a Ética, a Cidadania e a Comunicação tem agendada para as 15h desse dia a audição, a pedido do PS, do antigo director-adjunto de Informação da RDP sobre o caso da suspensão do programa de opinião Este Tempo.

Ricardo Alexandre era o autor, coordenador e apresentador da rubrica e também o responsável pelas manhãs informativas da Antena 1. Foi por si que tanto Pedro Rosa Mendes como Raquel Freire, cronistas do programa, souberam que os comentários acabavam na última semana de Janeiro por, alegadamente, o director-geral Luís Marinho não ter gostado do conteúdo crítico da crónica de Rosa Mendes sobre a RTP e Angola. Na sequência do caso, Ricardo Alexandre deixou de editar as manhãs e uma semana e meia depois toda a direcção de Informação pediu demissão em bloco, apesar de haver duas versões contraditórias entre os seus membros.

Ao prinicípio da tarde desta quarta-feira, foi também anunciado que na terça-feira as bancadas da maioria, PSD e CDS-PP, terão uma reunião conjunta com a ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz.

Notícia actualizada às 14h25

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Trabalho

Claro que a esquerda não concorda o que eles querem é folclore.

Manuel Góis

15.02.2012 15:27

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