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Bloco de Esquerda recusou encontro

PS, PSD, CDS-PP e PCP destacam esforços do Presidente angolano para a paz e democracia

10.03.2009 - 18:36 Por Lusa

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PS, PSD, CDS-PP e PCP destacaram hoje os esforços do Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, na consolidação da democracia naquele país e congratularam-se com o aprofundamento das relações entre Portugal e Angola.
José Eduardo dos Santos com Jaime Gama hoje no Parlamento José Eduardo dos Santos com Jaime Gama hoje no Parlamento (Nuno Ferreira Santos)

José Eduardo dos Santos foi hoje recebido pelo presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, e pelos líderes dos grupos parlamentares, num “encontro de boas-vindas” ao presidente angolano na sua primeira visita de Estado a Portugal.

O Bloco de Esquerda, que recusou participar no encontro, acabou por ficar isolado nas críticas à “falta de democracia” em Angola, com os restantes partidos a valorizarem os esforços do Presidente angolano para a paz e para a democracia.

Em declarações aos jornalistas, o deputado do BE João Semedo criticou a “perseguição política, violação dos direitos humanos e de liberdade de imprensa” em Angola, sublinhando que aquele país tem “o mesmo presidente da República há 30 anos”.

PS vê Angola “no bom caminho”

Por seu lado, o líder parlamentar socialista, Alberto Martins, considerou que Angola está “no bom caminho e vive um aprofundamento da democracia”, e saudou as “relações de proximidade e históricas” entre os dois países.

“Não há limites para o aprofundamento da democracia, os portugueses estão satisfeitos com a evolução de Angola e o futuro é de esperança”, acrescentou Alberto Martins, destacando que “a esmagadora maioria” dos partidos esteve presente no encontro.

O vice-presidente da Assembleia da República e deputado do PS Manuel Alegre sublinhou que o Presidente angolano “fez a paz” e “abriu caminho para a democracia”, possibilitando dessa forma “novas janelas” nas relações entre Portugal e Angola.

Alegre disse não partilhar das críticas feitas pelo BE e disse que Eduardo dos Santos, que disse representar o “fundador de uma Angola nova”, tem feito caminho para a democracia.

“D. Afonso Henriques também não era um democrata exemplar”, disse, elogiando o papel de Eduardo dos Santos na “preservação da unidade do Estado angolano”.

“Abertura gradual”, diz o PSD

O líder parlamentar do PSD, Paulo Rangel, destacou que tem havido “uma abertura gradual, democrática, para a transição para a democracia” após anos de guerra em que “há sempre suspensão de direitos”.

“Não se chegou ao grau satisfatório de garantias democráticas, mas está-se a fazer o caminho. Em vez de sinais de ruptura, devemos dar apoio a quem está a fazer esse esforço de construção”, defendeu Paulo Rangel, em declarações aos jornalistas.

Do lado do PCP, o líder parlamentar comunista, Bernardino Soares, considerou que a visita “é muito importante para Portugal”, que mantém “relações muito intensas” e de “grande amizade” com Angola.

Recusando comentar a posição do BE, Bernardino Soares destacou que “o povo angolano é que é soberano para decidir o seu futuro” e que nas últimas eleições – legislativas – os observadores internacionais assistiram “a uma festa da democracia”.

Do lado do CDS-PP, o líder parlamentar Diogo Feyo considerou que a visita “assume grande relevância” tendo em conta o número de portugueses que residem em Angola, a partilha de uma língua comum e “o movimento empresarial” entre os dois países.

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Comentário + votado

500 Anos

Sr. ACC Martins, Lisboa - Você esqueceu-se que durante 500 anos Portugal comeu e esbanjou os ...

Victor Amorim Guerra

11.03.2009 16:20

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