O PS vai reunir-se e manifestar o seu apoio ao candidato presidencial Manuel Alegre logo após o próprio Alegre formalizar a sua candidatura, o que deverá acontecer entre o final de Abril e o início de Maio.
Elementos do Secretariado Nacional do PS referiram à agência Lusa que este calendário para o apoio dos socialistas a Manuel Alegre ficou praticamente assente na terça-feira, durante um almoço entre José Sócrates e o líder parlamentar do PS, Francisco Assis.
A conversa entre José Sócrates e Francisco Assis aconteceu poucas horas depois de Capoulas Santos, vice-presidente da Comissão Política do PS e eurodeputado, ter defendido que os socialistas não deveriam apoiar o mesmo candidato presidencial que o Bloco de Esquerda, sustentando, em contrapartida, que o candidato ideal "da esquerda moderna" deveria disputar a Cavaco Silva o eleitorado do centro.
Hoje, Manuel Alegre recusou-se a comentar as reservas que alguns dirigentes socialistas têm manifestado à sua candidatura presidencial e fez uma declaração à agência Lusa para tentar "pacificar" o ambiente dentro do PS.
"A minha família política é o PS. A minha candidatura [presidencial] é supra-partidária, mas como já disse a minha casa política é o PS", declarou Manuel Alegre à agência Lusa.
Sábado, durante uma reunião com apoiantes, Manuel Alegre disse que formalizará a sua candidatura presidencial até ao final de Abril, depois de regressar de Itália (Pádua e Roma) no dia 21.
No entanto, apoiantes de Alegre admitiram hoje que a formalização da candidatura possa apenas ocorrer já na primeira semana de Maio, devido aos feriados de 25 de Abril e do dia do trabalhador.
Após a formalização da candidatura por Manuel Alegre, José Sócrates deverá então convocar o Secretariado Nacional do PS para abrir o processo de decisão interna sobre as eleições presidenciais de 2011.
Em 2006, a decisão do PS de apoiar a candidatura presidencial de Mário Soares foi tomada no final de Agosto numa reunião da Comissão Nacional (o órgão máximo dentro do partido entre congressos).
Entre os dirigentes socialistas, admite-se que a decisão do PS de apoiar Alegre seja tomada também em Comissão Nacional.


