PS lidera sondagens desde o início da campanha mas o empate técnico é possível

05.06.2009 - 11:25 Por José Bento Amaro
O PS lidera quase todas as sondagens desde que se iniciou a campanha eleitoral. As vantagens obtidas em relação ao PSD não são, no entanto, significativas e, tendo em conta as margens de erro, o empate técnico é um dos resultados mais previsíveis.
Os socialistas começaram, no início das sondagens, por obter vantagens que oscilaram entre os três e os cinco pontos percentuais. No final de Maio, no entanto, verificou-se uma aproximação do PSD e a hipótese do empate técnico começou a ganhar contornos, com a diferença entre os dois principais partidos portugueses a chegar aos dois pontos percentuais. Apenas numa sondagem, divulgada pela TSF, os sociais-democratas lograram atingir uma intenção de voto superior à dos socialistas.
Nos dois últimos o PS parece ter retomado algum fôlego – alguns analistas associam o novo distanciamento em relação ao adversário directo às declarações de Vital Moreira relativamente ao caso BPN - adquirindo de novo uma vantagem que pode oscilar entre os quatro e os seis por cento. Na prática, em relação ao número de deputados eleitos, os socialistas conseguem sempre mais um eleito. Irão enviar para Bruxelas, de acordo com a sondagem mais recente da Eurosondagem (feita para o Expresso, Rádio Renascença e SIC) nove deputados, enquanto o PSD ficará pelos oito.
Mais favorável aos socialistas é a sondagem da Aximage (Correio da Manhã) que lhes atribui uma vantagem de 5,1 por cento sobre o PSD. Esta recolha de opinião assinala, tal como todas as outras desde o início da campanha, a vantagem que o Bloco de Esquerda aparenta ter sobre a quarta força política mais votada, a CDU. Quando a contagem final dos votos se realizar, bloquistas e comunistas terão elegido, cada um, dois deputados.
Comum a todas as sondagens já realizadas é o quinto lugar que deverá ser ocupado, no final, pelo CDS. Nuno Melo, apesar de ter andado em campanha quase sempre acompanhado pelo líder Paulo Portas, oscilou entre os 4,7 e os 9 pontos percentuais, pelo que não levará qualquer companheiro de partido para a Bélgica. As últimas estimativas deixam os centristas com um resultado entre os cinco e os seis por cento das preferências dos eleitores. Esta é, no entanto, uma mera leitura do que parecem sugerir as sondagens. É preciso não esquecer que em anteriores ocasiões o CDS conseguiu quase sempre ficar acima dos valores projectados.
Notícia actualizada às 14h50

