PS inviabiliza comissão extraordinária sobre segurança pedida pelo CDS-PP

27.08.2008 - 11:16 Por Lusa
O grupo parlamentar do PS vai inviabilizar o pedido do CDS-PP para realizar uma Comissão Permanente extraordinária sobre segurança, mas garante que está disponível para discutir o tema dentro do “calendário estabelecido pelo Parlamento”.
“Não entendemos que a situação que se vive no país seja de tal forma extraordinária que fundamente a convocação extraordinária da Comissão Permanente”, disse hoje à Lusa o vice-presidente da bancada socialista Ricardo Rodrigues, em nome do grupo parlamentar do PS.
No entanto, sublinhou, “o PS entende que a audição de ministros é normal em democracia” e está disponível para viabilizar a audição do ministro da Administração Interna, Rui Pereira, “dentro do calendário estabelecido pela Assembleia”, lembrando que está marcada uma reunião ordinária da Comissão Permanente para 9 de Setembro.
“Teremos muito gosto, e o ministro da Administração Interna com certeza também, em viabilizar essa audição ou na Comissão Permanente ou na Primeira Comissão Parlamentar [de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias]”, garantiu.
O CDS-PP pediu hoje uma reunião extraordinária da Comissão Permanente da Assembleia da República para debater a “onda de criminalidade violenta” dos últimos tempos em Portugal, disse hoje à Lusa o líder parlamentar dos centristas, Diogo Feio.
Ainda antes da posição manifestada pelo PS, o líder parlamentar do PSD, Paulo Rangel, manifestou "inteiro apoio" à iniciativa do CDS-PP e considerou que a audição de Rui Pereira deveria acontecer o mais rapidamente possível.
O CDS-PP dirigiu uma carta ao presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, comunicando a sua pretensão, alegando que o Parlamento não pode ficar "de braços cruzados a assistir todos os dias a um aumento da criminalidade sem fazer o que quer que seja".
De acordo com fonte do gabinete de Jaime Gama, a carta será transmitida mal chegue aos serviços ao presidente da Assembleia, que se encontra fora de Lisboa, mas considerou "improvável" que Gama tome qualquer diligência ainda esta semana.
Para que fosse convocada uma comissão permanente extraordinária, Jaime Gama teria de convocar uma conferência de líderes (a próxima está agendada para 3 de Setembro) e obter consenso dos vários grupos parlamentares, que não se verifica pela posição avançada já pelos socialistas.

