O PS espera a abstenção do PSD no seu projecto de resolução, que acompanhará o debate do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) no Parlamento, a 25 de Março. É essa a convicção de deputados da direcção da bancada socialista ouvidos pelo PÚBLICO. Um deles lembrou que, no passado, com um Governo PSD-CDS, em 2003, os socialistas viabilizaram uma resolução desse tipo.
Se uma resolução fosse a debate no Parlamento e não fosse aprovada, o PS já admitiu que poderia abrir-se uma “situação política complicada”. Foi o que disse Francisco Assis, líder parlamentar socialista na segunda-feira à noite, no programa Prós e Contras. Hoje, Assis suavizou as afirmações e, em declarações aos jornalistas, disse esperar que “os partidos da oposição viabilizem” o texto do projecto de resolução.
Depois do ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, ao fim da manhã, o primeiro-ministro, José Sócrates, numa declaração ao país à horas dos telejornais, segunda-feira à noite, fez um apelo à convergência dos partidos da oposição.
Tanto o PSD como o CDS remeteram para mais tarde a sua posição quer sobre as medidas previstas no PEC quer sobre o projecto de resolução com que o PS quer submeter a votação na Assembleia da República.
O PSD tem agendada para hoje uma reunião da comissão permanente, presidida por Manuela Ferreira Leite, e o CDS reúne a sua comissão política com o PEC na agenda.


