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Reacção ao repto do PSD

PS em silêncio sobre recandidatura de Durão Barroso a presidente da Comissão Europeia

06.04.2009 - 16:13 Por Lusa

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José Luís Arnaut exigiu que o PS esclareça qual é a voz que vincula o partido em relação à recandidatura de Durão Barroso José Luís Arnaut exigiu que o PS esclareça qual é a voz que vincula o partido em relação à recandidatura de Durão Barroso (Daniel Rocha (arquivo))
O PS recusou-se hoje a esclarecer qual a sua posição sobre a recandidatura de Durão Barroso ao cargo de presidente da Comissão Europeia, alegando que os socialistas não têm que reagir aos desafios do PSD.

O dirigente do PSD José Luís Arnaut exigiu que o PS esclareça qual é a voz que vincula o partido em relação à recandidatura de Durão Barroso a presidente da Comissão Europeia, a de Vital Moreira ou José Sócrates. "O PS está a falar a duas vozes. Qual é a voz que conta? Qual é a voz que vincula o PS? Quem é que está a falar verdade?", questionou o dirigente social-democrata.

Confrontado com este repto do ex-ministro dos governos de Durão Barroso e Pedro Santana Lopes, o porta-voz da direcção dos socialistas, Vitalino Canas, deu a seguinte resposta: "o PS não tem que reagir aos desafios públicos do PSD". Interrogado sobre qual a posição oficial do PS sobre a recandidatura de Durão Barroso ao cargo de presidente da Comissão Europeia, Vitalino Canas recusou-se "para já" a fazer qualquer comentário sobre o assunto.

Vitalino Canas também não aceitou comentar a posição do cabeça de lista do PS às eleições europeias, Vital Moreira, que defendeu que os socialistas deverão ter um candidato próprio em relação ao próximo presidente da Comissão Europeia. Ontem, no Porto, o cabeça-de-lista do PS às eleições europeias comentou a recandidatura de Durão Barroso à presidência da União Europeia, afirmando que "os socialistas devem ter o seu candidato" ao cargo.

Posição depois das eleições de Junho

Vital Moreira sublinhou que "o Tratado de Lisboa diz que o presidente da Comissão Europeia será escolhido de acordo com os resultados eleitorais". Remeteu, por isso, uma posição sobre esta questão para depois da votação que vai definir o novo Parlamento Europeu, que se realiza a 7 de Junho. "Ele é candidato oficial do Partido Popular Europeu (PPE). Se o PPE ganhar as eleições, naturalmente ele será candidato, mas o normal é que o Partido Socialista Europeu (PSE) tenha também o seu próprio candidato", disse.

No passado dia 19, em Bruxelas, o primeiro-ministro português, José Sócrates, afirmou-se satisfeito com o anúncio de que Durão Barroso será o candidato do PPE à presidência da Comissão Europeia e salientou que outros líderes socialistas também o apoiam. "Isso é uma boa notícia (...) Mas não são apenas os primeiros-ministros do PPE que o apoiam. Há também primeiros-ministros socialistas que o apoiam, como é o meu caso, mas também é o caso do presidente (do governo espanhol, José Luís) Zapatero, o caso de (primeiro-ministro britânico) Gordon Brown", apontou.

"Julgo portanto que o Dr. Durão Barroso não é um candidato de nenhum partido. Vai ser, tenho a certeza, um candidato de todo o Conselho", disse Sócrates. Segundo o primeiro-ministro, Durão Barroso "fez um bom mandato nestes quatro anos" e a sua continuidade à frente do executivo comunitário "é muito importante para Portugal". "Ao longo destes anos, desenvolvemos uma sólida amizade", adiantou José Sócrates.

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..no estertor da morte...

O que de bom e de mau a idade nos traz. Quem haveria de dizer que o doutor Mário Soares – um, em ...

Francisco Fernando

07.04.2009 15:27

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