PS e PSD empatados tecnicamente, com ligeira vantagem para os socialistas

03.07.2009 - 07:42 Por Margarida Gomes
Uma ligeira vantagem de 1,6 por cento separa o PS do PSD. Uma sondagem realizada pela Eurosondagem a menos de três meses das eleições legislativas dá ao PS 28,2 por cento das intenções de voto e 26,6 por cento ao PSD, uma diferença que deixa tudo em aberto, uma vez que o número de indecisos é muito elevado, situando-se nos 19,5 por cento.
CDU e BE estão taco a taco, com os comunistas a obterem apenas um décima a mais do que os bloquistas. De acordo com a sondagem efectuada por telefone para a Renascença, “Expresso” e SIC, a CDU alcança 7,8 por cento e o Bloco 7,7, numa clara disputa pelo terceiro lugar do “ranking” partidário. Em quinto lugar surge o CDS-PP, que se fica pelos seis por cento das intenções de voto.
Comparando esta sondagem com o anterior barómetro de Maio, os portugueses mudaram, uma mudança que reflecte claramente os resultados das recentes eleições europeias (em que o PSD saiu vencedor) e já não se mede a distância do PS para a maioria absoluta.
Tendo em conta a projecção de resultados, os dois partidos à direita do PS alcançam 40 por cento das intenções de voto. À esquerda do PS, Bloco e CDU ficam muito próximo dos 20 por cento.
Relativamente aos índices de popularidade, todos os líderes sem excepção obtêm resultados positivos, surgindo com especial destaque o Presidente da República, Cavaco Silva, ao contrário dos órgãos colectivos como a Assembleia da República e o Governo.
Esta sondagem, que envolveu um total 1024 entrevistas telefónicas validadas, foi realizada entre 25 e 30 de Junho, tendo como universo a população com mais de 18 anos de idade, residente em Portugal continental em lares com telefone da rede fixa, tendo-se obtido uma taxa de resposta de 83,3 por cento.
A amostra foi estratificada por regiões — 21 por cento na Região Norte, 15 por cento na Área Metropolitana do Porto, 26 por cento Área Metropolitana de Lisboa, 29 por cento na Região Centro e nove por cento na Região Sul — e os entrevistados distribuídos aleatoriamente no que se refere à idade e ao sexo.
A intenção de voto resulta de um exercício meramente matemático em que se considera como abstencionistas os 19,5 por cento que “não sabem” ou não respondem. O erro máximo da amostra fixa-se nos 3,06 por cento, para um grau de probabilidade de 95 por cento.

