A reeleição de Cavaco Silva é a prova de que os portugueses querem a "estabilidade política", o que significa igualmente a "estabilidade ao nível do Governo e das instituições cimeiras do país", defendeu hoje o porta-voz do PS.
"Nas presidenciais, os portugueses deixaram duas mensagens de fundo: um reforço da estabilidade política do país que permita defender Portugal na conjuntura difícil em que vivemos, e frustraram as perspectivas daqueles que viam nas presidenciais uma mudança do ciclo político", disse Fernando Medina falava no final da reunião da Comissão Nacional que decorreu esta manhã em Lisboa.
O sumo da mensagem é o mesmo deixado por José Sócrates na noite eleitoral, o que leva a questionar se a vitória de Manuel Alegre significaria instabilidade? "Não, não significaria", retorquiu Medina, mas voltando a justificar com o mesmo discurso. "Há um forte sentimento no país de necessidade de estabilidade política, ao nível do Governo e das instituições cimeiras."
Também recusou que a derrota de Manuel Alegre tenha significado uma derrota do PS. "As eleições presidenciais são unipessoais, não são os partidos que vão a votos. Por isso, qualquer tentativa de extrapolação dos resultados das presidenciais para as legislativas é abusiva."
Reconheceu, no entanto, uma falha nos "objectivos" do PS: "Manuel Alegre foi o candidato apoiado pelo PS, não foi ele o eleito. Nesse sentido não foi um resultado que permitisse ao PS cumprir os seus objectivos".
A reunião da Comissão Nacional, que juntou dirigentes e militantes do PS "num forte clima de união e apoio ao Governo e à sua actuação", fez questão de vincar Fernando Medina, aprovou a data para a realização do próximo congresso socialista, nos dias 8, 9 e 10 de Abril no Porto, e a escolha de Joaquim Raposo, presidente da câmara da Amadora, para presidente da comissão organizadora.
"Durante os próximos meses o PS irá realizar debates com a participação da sociedade civil, incluindo uma convenção das Novas Fronteiras", promovendo o debate sobre as "medidas e opções que é preciso tomar em defesa do futuro de Portugal", acrescentou o porta-voz.


