Contas Nacionais

PS atribui recuo da economia portuguesa à conjuntura internacional

15.05.2008 - 12:00 Por Lusa

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Vitalino Canas admitiu que a economia portuguessa possa vir a sofrer algum impacto Vitalino Canas admitiu que a economia portuguessa possa vir a sofrer algum impacto (Carlos Lopes (arquivo))
O porta-voz do Partido Socialista atribuiu hoje o abrandamento da economia portuguesa no primeiro trimestre deste ano ao agravamento da situação internacional, ressalvando ser prematuro fazer uma leitura para o ano todo apenas com estes dados.

A economia portuguesa abrandou no primeiro trimestre de 2008, apresentando um crescimento real de 0,9 por cento em termos homólogos, o que correspondeu a menos nove décimas do que o valor apurado no trimestre anterior também em termos homólogos (1,8 por cento).

Já a evolução da economia portuguesa de Janeiro a Março, face aos últimos três meses de 2007, registou uma variação negativa de 0,2 por cento, o que correspondeu também a uma desaceleração de 0,9 décimas quando se compara com a variação em cadeia dos últimos dois trimestres de 2007.

"Houve um abrandamento do ambiente económico internacional e o abrandamento da economia portuguesa já tinha sido sugerido por várias entidades, mas os dados [do primeiro trimestre] são insuficientes para perceber o impacto real ao nível do ano", disse à agência Lusa Vitalino Canas.

O porta-voz do Partido Socialista (PS) admitiu que, apesar de "bem preparada", a economia portuguesa possa vir a sofrer algum impacto.

Contudo, acrescentou, que são necessários "dados consistentes" para "poder extrapolar para uma pespectiva de ano inteiro".

Referiu ainda que as causas do agravamento da situação económica internacional estão a ser ultrapassadas.

Confrontado com a notícia de que o Governo deverá anunciar hoje uma revisão em baixa do crescimento da economia portuguesa, Vitalino Canas disse aguardar o que o Governo tem a dizer sobre esta matéria.

O Governo prevê para 2008 um crescimento económico de 2,2 por cento, enquanto as previsões do FMI são de 1,3 por cento e as da Comissão Europeia apontam para uma aceleração de 1,7 por cento.

Os dados do INE hoje divulgados revelam um andamento da economia portuguesa claramente abaixo das expectativas dos analistas.

Na quarta-feira, uma pool de analistas contactados pela agência Lusa apontava para um crescimento de 1,6 por cento no primeiro trimestre em comparação com o mesmo período do ano passado, enquanto previam que a evolução trimestral em cadeia apresentaria um crescimento de 0,4 por cento.

As estimativas rápidas do Produto Interno Bruto (PIB) são a primeira indicação sintética sobre o andamento trimestral da economia portuguesa, mas não substituem as Contas Nacionais Trimestrais, mais detalhadas e que são divulgadas 70 dias após o final do trimestre em análise.

Desde que são divulgadas, as estimativas rápidas têm sido confirmadas, posteriormente, pelas contas nacionais trimestrais.

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Maus resultados ==>>Políticas erradas==>>Maus políticos

O problema não é a revisão em baixa das projecções. O problema é que hà quase uma década que ...

Anónimo

16.05.2008 12:20

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