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Centristas requerem presença do procurador no Parlamento

PS ainda não tomou posição sobre pedido do CDS para audição a Lopes da Mota

18.05.2009 - 10:33 Por Margarida Gomes

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O caso está relacionado com as alegadas pressões exercidas no âmbito do Freeport O caso está relacionado com as alegadas pressões exercidas no âmbito do Freeport (Pedro Vilela (arquivo))
A direcção do grupo parlamentar do PS não decidiu se vai tomar uma posição ainda hoje sobre a iniciativa do CDS-PP de requer a presença do presidente do Eurojust, o procurador Lopes da Mota, no Parlamento. “Não temos de estar a estabelecer calendários. Se do ponto de vista político a questão carecer de uma decisão, o PS comunicá-la-á”, disse ao PÚBLICO, Vitalino Canas.

"Achamos que está a haver uma pressão ilegítima, uma tentativa de intromissão ilegítima, de um tema que deve ser resolvido no âmbito da PGR", referiu Vitalino Canas, acrescentando que o partido tomará posição quando o requerimento do CDS-PP for apresentado e discutido na "sede própria", a primeira Comissão (Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias).

Também o vice-presidente da bancada do PS, Ricardo Rodrigues, revelou que os socialistas querem conhecer primeiro o conteúdo do requerimento e só depois admitem tomar uma posição.

Considerando estar em causa factos de "extrema gravidade" e que afectam "a credibilidade da investigação criminal em Portugal", o CDS-PP requereu esta manhã a presença do presidente do Eurojust, Lopes da Mota, e do ministro da Justiça, Alberto Costa, na Assembleia da República.

"Foi noticiado que o Presidente do Eurojust admitiu ter usado o nome do ministro da Justiça, em conversas mantidas com investigadores judiciais portugueses, com o objectivo de tentar influenciar um determinado desfecho na investigação em curso do caso Freeport", escreve o deputado democrata-cristão Nuno Melo.

No documento, o cabeça de lista do partido às eleições europeias considera que este facto, que "constará do relatório do processo de averiguações, determinado pelo Conselho Superior do Ministério Público, que levou à instauração de um processo disciplinar", é de "extrema gravidade, na medida em que põe em causa o dever de isenção do referido magistrado".

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condição

Nem mais nem menos, Esse tal génio será um conhecido seu e como tal é na sua mente que ele estará. ...

Analista Político

18.05.2009 17:19

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