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PSD defende criação do Vasco da Gama

Proposta para programa europeu para primeiro emprego abre polémica entre Rangel e Basílio Horta

05.05.2009 - 07:52 Por Lusa, PÚBLICO

O líder da bancada do PSD e candidato do PSD ao Parlamento Europeu aconselhou o presidente da AICEP (Agência para o Investimento e Comércio Externo), Basílio Horta, a ponderar sobre as suas intervenções públicas, advertindo-o de que “corre o risco de estar a violar o seu dever de isenção a que está obrigado” ao contestar uma proposta social-democrata.
Basílio Horta criticou proposta de Paulo Rangel Basílio Horta criticou proposta de Paulo Rangel (Miguel Madeira)

A proposta, apresentada domingo em Santa Maria da Feira pelo próprio Paulo Rangel, defende a criação de um novo programa europeu, semelhante aos programas Erasmus e Da Vinci, para que os jovens possam candidatar-se a um primeiro emprego nos vários países da União Europeia, sugerindo que este se chamasse Vasco da Gama.

A resposta não se fez esperar. Ontem, Basílio Horta comentou a proposta, fazendo notar que já existe um programa com idêntico objectivo – o Inov Contacto – para estágios no estrangeiro, e lembrou que actualmente existe um programa com o mesmo nome, Vasco da Gama, para a qualificação de jovens empresários.

Reagindo às declarações do presidente da AICEP, Paulo Rangel disse à agência Lusa que “não compreende porque vem um quadro da Administração Pública contestar uma proposta de um candidato a umas eleições”, fazendo questão de notar que “não faz qualquer sentido comparar a proposta do PSD de criação de um novo programa europeu com os programas que tem a AICEP, porque estes são todos de âmbito nacional e “nenhum deles para o primeiro emprego."

Por outro lado, o cabeça de lista dos sociais-democratas ao PE considerou que, “ao tentar corrigir, ao tentar interpelar um candidato a umas eleições”, o presidente do AICEP “corre o risco de estar a violar os seus deveres de isenção e de imparcialidade a que está obrigado”.

Embalado nas críticas, Rangel disse ainda estar habituado a que as suas declarações e as suas propostas motivem reacções “de ministros”. “Agora virem quadros da Administração Pública é inaceitável. Têm um dever de isenção e de imparcialidade que não lhes permite entrar no jogo político-partidário, nem em pré-campanha”, disse ainda o deputado, reiterando “não existir nenhum programa europeu do AICEP., não há nenhum programa para o primeiro emprego da ACEIP". Segundo Rangel, a sua proposta não se destina apenas a licenciados.

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Comentário + votado

grande lata

Concordo e subscrevo o comentário de Rui Pereira . Medina Carreira tem razão ao dizer que com esta ...

el gordo

05.05.2009 18:07

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