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Programa do Governo quer aproximar ciência às empresas

28.06.2011 - 17:36 Por Nicolau Ferreira

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 (Pedro Cunha (arquivo))
A aposta na ciência não vai parar, assegura o novo Governo, que diz ir aumentar o “ratio em Investigação e Desenvolvimento sobre o PIB” no programa apresentado hoje. Mas, apesar da coligação PSD – CDS-PP sustentar que a ciência é uma das raras áreas que apresenta um “progresso sustentado” em Portugal, o executivo quer que a sua sustentabilidade e crescimento sejam asseguradas através do tecido empresarial e direccionadas para a aplicação.

“É crucial crescer em qualidade, assumindo o princípio de que só a melhor ciência poderá, alguma vez, vir a ser aplicável e só a melhor investigação tecnológica resultará em patentes relevantes, atractivas para a indústria e competitivas nos mercados internacionais”, está escrito na parte dedicada à ciência do Programa Eleitoral do XIX Governo Constitucional.

Com base nas recomendações da Comissão Europeia, o programa anuncia uma aposta “no aumento do ratio em I&D sobre o PIB e na diversificação das fontes de financiamento”. Algo que o programa eleitoral do PSD já insistia, com o senão de, a curto prazo, recorrer “fundamentalmente, a outras fontes, em virtude da forte restrição orçamental”.

Segundo o novo programa do Governo, os apoios públicos devem privilegiar “actividades de I&D de excelência”. O executivo, prefere ainda, neste sentido, “lançar um programa de apoio a Programas de Doutoramento que demonstrem a melhor qualidade”, a dar directamente bolsas de doutoramento.

Outra aposta, é “incentivar o estabelecimento e dinamização de parcerias entre unidades de investigação e as empresas de modo a desenvolver programas de investigação aplicada e promover o emprego”. Esta medida já podia ser antecipada no programa eleitoral do PSD que dizia que a repetição de bolsas de pós-doutoramento atribuídas pelo Estado serão para “situações muito excepcionais”.

“É necessário terminar com uma das piores heranças do modelo actual: uma população com altíssima formação pós-graduada, mas com escasso mercado de emprego”, estava escrito no programa do partido de Passos Coelho, actual primeiro-ministro.

O programa do Governo refere ainda que o investimento deverá ser feito “em áreas críticas para o desenvolvimento social e económico de Portugal”. Áreas de primazia: ciências da vida e da saúde, que têm uma repercussão financeira enorme na “saúde pública, na agricultura, no ambiente e na biodiversidade”.

O investigador Nuno Crato é o novo ministro da Educação, do Ensino Superior e da Ciência. A secretária de Estado da Ciência é Maria Leonor Parreira.

Notícia corrigida às 18h25 de 28 de Junho. Em vez de "as bolsas de pós-doutoramento atribuídas pelo Estado serão para “situações muito excepcionais", deve-se ler "a repetição de bolsas de doutoramento atribuídas pelo Estado serão para “situações muito excepcionais".

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Anónimo

04.07.2011 21:24

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