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Terceira paralisação desde que o Governo tomou posse

Professores fazem greve nacional e manifestam-se hoje em Lisboa

14.06.2006 - 08:17 Por :, A.C. e G.B.R. (PÚBLICO), com Lusa

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Hoje é dia de greve nacional dos professores, a terceira desde que este Governo tomou posse. O secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), Paulo Sucena, espera que a paralisação tenha pelo menos 50 por cento de adesão e que se manifestem nas ruas de Lisboa "alguns milhares" de docentes trajados de negro, "em sinal de luto pelo que o Governo está a fazer em relação à Educação".
No centro da discórdia estão as propostas apresentadas pela tutela para a revisão do Estatuto da Carreira Docente No centro da discórdia estão as propostas apresentadas pela tutela para a revisão do Estatuto da Carreira Docente (Paulo Novais/Lusa (arquivo))

Convocada pela Fenprof, a jornada de protesto inclui mais duas acções durante a tarde: um plenário nacional, no Parque Eduardo VII, em Lisboa, seguido de uma manifestação junto ao Ministério da Educação.

"Os professores estão revoltados, quer com as declarações políticas, que só servem para os desvalorizar e desmotivar, quer com a proposta política de estatuto da carreira docente, que dinamita completamente a anterior", explicou ontem Paulo Sucena, durante uma conferência de imprensa, em Coimbra, em que desvalorizou o facto de a Federação Nacional dos Sindicatos da Educação não aderir à greve.

No centro da discórdia estão as propostas apresentadas pela tutela para a revisão do Estatuto da Carreira Docente (ECD), que a Fenprof considera inaceitáveis. A paralisação recebeu, entretanto, o apoio de outras estruturas sindicais. Apesar de ter decidido não entregar qualquer pré-aviso de greve, também a Federação Nacional do Ensino e Investigação apelou aos seus associados para participarem na manifestação.

Mas há quem tenha optado por formas de protesto diferentes: os professores da Escola Secundária de Macedo de Cavaleiros decidiram assinalar a jornada com uma sátira à proposta do ministério de avaliação dos docentes por parte dos pais. Em vez de fazer greve, os professores vão envergar t-shirts pretas onde, à frente, se lê "Sorria" e, na parte de trás, se explica "Está a ser avaliado". Na Escola Secundária de Eça de Queirós (Olivais, Lisboa), os professores fazem greve mas vão estar presentes no local de trabalho.

As propostas de alteração ao ECD foram apresentadas pela ministra no final de Maio. Maria de Lurdes Rodrigues anunciou então que pretendia que os pais e encarregados de educação tivessem uma participação na avaliação dos professores dos filhos. Uma participação "minimalista mas consequente", explicou em entrevista ao PÚBLICO e Rádio Renascença dias depois.

Se os ânimos ficaram exaltados com a apresentação da proposta, as declarações proferidas pela ministra da Educação, na Maia, alguns dias depois - disse que o trabalho das escolas "não se encontra ao serviço dos resultados e das aprendizagens" - funcionaram como a gota de água: a Fenprof pediu de imediato a sua demissão e convocou a greve nacional de hoje.

As propostas do ministério passam por uma entrada mais selectiva na profissão (através de um exame nacional), para além de um estágio acompanhado por um professor supervisor.

A imposição de quotas para progressão na carreira é outro dos pontos polémicos. Os sindicatos acusam o ministério de não querer promover o mérito na avaliação dos professores, mas apenas impor barreiras à sua progressão profissional por razões economicistas, determinando que, por exemplo, apenas um terço dos docentes do quadro possa aceder à categoria de professor titular.

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Comentário + votado

Força professores

Senhora Ministra, Apesar de näo ser professor nem nunca o ter sido, venho por este meio pedir-lhe ...

Sérgio

15.06.2006 18:42

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