O procurador-geral da república, Pinto Monteiro, declarou hoje que, até ao momento, não recebeu elementos para investigar qualquer diploma passado pela Universidade Independente, incluindo o do primeiro-ministro, José Sócrates.
"Até ao momento, não há qualquer motivo para investigar nenhum diploma da universidade", uma vez que "não há nenhum indício de qualquer ilícito criminal relacionado com o diploma do senhor primeiro-ministro", disse Pinto Monteiro, à margem de uma visita ao Centro de Estudos Judiciários, em Lisboa.
"Não me foi fornecido nenhum elemento para investigar diploma nenhum", reforçou o procurador-geral.
Por outro lado, acrescentou Pinto Monteiro, caso o fizesse "teria de se investigar todos os outros diplomas" daquela universidade.
"Tal foi dito ainda ontem [numa conferência de imprensa do ministro do Ensino Superior], a universidade funcionou adequadamente, terá deixado de funcionar agora, e por isso o despacho provisório" de encerramento compulsivo, sublinhou o procurador-geral.
A polémica em torno da UnI atingiu o primeiro-ministro, cuja licenciatura em Engenharia Civil foi questionada depois de terem sido noticiadas falhas no seu percurso académico, designadamente a existência de documentos de equivalências sem carimbo e assinaturas, ou discrepâncias entre as notas constantes na pauta e as que aparecem no certificado de habilitações.


