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Problemas financeiros na Madeira provam necessidade de “prudência”, diz Portas

27.01.2012 - 15:08 Por Lusa

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O ministro dos Negócios Estrangeiros e presidente do CDS, Paulo Portas, considerou nesta sexta-feira que a crise de endividamento madeirense exemplifica a necessidade de governar com prudência financeira, no dia da apresentação do programa de assistência financeira para a região.

“Os madeirenses foram obrigados a pedir assistência, do ponto de vista financeiro, para que pudesse haver dinheiro para pagar as coisas mais básicas, e isso é uma grande lição sobre como os países e as regiões devem ser governados. Com respeito pela prudência do ponto de vista financeiro”, afirmou Paulo Portas.

Portas, que falava aos jornalistas à margem da conferência “Portugal e a América Latina, uma parceria estratégica para o século XXI”, afirmou ainda que “a governação regional na Madeira, ao longo de anos, exagerou na despesa e exagerou no endividamento e isso teve um custo enorme para os madeirenses”.

O presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, vai apresentar hoje, no Funchal, o programa de ajustamento financeiro para a Região Autónoma, plano esse que tem sido criticado pelo CDS-PP/Madeira, tal como os outros partidos da oposição regional.

O programa foi acordado na quarta-feira, em Lisboa, num encontro que reuniu o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, e o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, com Alberto João Jardim e o secretário regional das Finanças, Ventura Garcês.

Segundo fontes oficiais, o plano prevê que a Madeira assuma a responsabilidade pelo capital e pelos juros da dívida, e, para além de outras medidas, o aumento, para 22 por cento, do IVA na região.

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