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Entrevista na RTP

Primeiro-ministro quer chegar a 2009 a crescer ao nível ou acima da UE

11.04.2007 - 23:25 Por Lusa, PUBLICO.PT

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O primeiro-ministro, José Sócrates, afirmou hoje que quer chegar ao fim da actual legislatura, em 2009, com a economia portuguesa a crescer ao mesmo ritmo ou acima da média europeia.

Em entrevista à RTP 1 e à Antena 1, hoje transmitida, José Sócrates considerou que a economia portuguesa está a dar sinais positivos, com a criação líquida de postos de trabalho verificada em 2006 e com o facto de, também no ano passado, o sector exportador ter ganho quota de mercado.

“Estou convencido de que o nosso crescimento está no trilho certo”, afirmou.

Numa entrevista de balanço de dois anos à frente do Governo, o primeiro-ministro destacou as previsões divulgadas hoje pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), que reviu em alta as suas previsões para o crescimento da economia portuguesa este ano para 1,8 por cento, valor igual ao previsto pelo Governo.

“A última vez que tentámos reduzir o défice, entrámos em recessão”, lembrou.

Desemprego é talvez “o problema social mais grave”

Sócrates apontou que a economia portuguesa criou 48.600 postos de trabalho no ano passado e manteve o objectivo de que sejam criados 150.000 postos de trabalho durante a legislatura.

Reconheceu o aumento do desemprego, que considerou, “porventura, o problema social mais grave”.

O primeiro-ministro disse também que “pesam"”todas as palavras proferidas pelo Presidente da República, Cavaco Silva, quer sobre o referendo europeu, quer sobre a nova lei do aborto.

Os temas referentes ao aborto e ao referendo sobre União Europeia foram levantados pelos jornalistas Maria Flor Pedroso e José Alberto Carvalho no final da entrevista, que durou 87 minutos.

Aconselhamento no aborto é direito e não imposição

Confrontado com a posição contrária do Presidente da República a um referendo europeu, que foi contestada por todas as forças da oposição, José Sócrates aconselhou os "partidos a reflectir" sobre as palavras do chefe de Estado.

“É o que eu farei”, disse, adiantando, contudo, que “ainda é cedo para se discutir o processo de ratificação” em Portugal do futuro Tratado da UE.

Interrogado sobre as advertências contidas na mensagem do chefe de Estado após ter promulgado a lei do aborto, Sócrates afirmou reconhecer-se na fundamentação que refere que a nova legislação se “equipara às internacionais e segue as boas práticas” europeias.

E adiantou que, na prática da interrupção voluntária da gravidez, “o aconselhamento deve ser feito a pedido da mulher”, por ser “um direito da mulher” e “não uma imposição”.

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Comentário + votado

Este comentário da Maia atrás é tão estapafúrdio, ...

Este comentário da Maia atrás é tão estapafúrdio, que até me faz defender o sócrates, tenha juizo ...

P.

14.04.2007 01:43

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