Entrevista à SIC

Primeiro-ministro prevê inversão da crise

17.06.2009 - 22:39 Por Lusa

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O primeiro-ministro, José Sócrates, manifestou-se hoje convicto de que a crise financeira poderá já inverter-se no próximo ano, garantindo que existem "pequenos sinais" nesse sentido mas avisando que é necessário "manter o rumo".

"Estou muito convencido que a crise se inverterá já em 2010, começam a surgir agora as primeiras avaliações positivas, ou melhor, menos pessimistas (...) Há sinais que indicam que a economia pode estar em inversão, vamos ver", afirmou o primeiro-ministro, em entrevista à SIC e à SIC-Notícias.

José Sócrates defendeu que a legislatura que agora termina teve "duas fases", a primeira até 2007, durante a qual o Governo "pôs as contas públicas em ordem".

"Para o futuro nenhum primeiro-ministro, a não ser que faça disparates, precisa de se preocupar com aquilo que são as contas do Estado", afirmou.

Referindo que em 2007 a economia estava a crescer 2 por cento e que o governo já tinha criado 133 mil postos de trabalho, o primeiro-ministro salientou que a situação do país seria hoje muito mais difícil sem esse processo de regularização das contas públicas.

"Neste momento podemos ajudar as famílias, as empresas, mas só o podemos fazer porque pusemos as contas públicas em ordem (...) Valeram a pena os sacrifícios", defendeu, apontando o investimento público como a grande aposta do Governo no combate à crise.

O primeiro-ministro afirmou ainda que o sistema financeiro português está "mais sólido" após as medidas anti-crise tomadas pelo Governo e louvou o papel dos bancos nos últimos meses, salientando que "não cometeram loucuras, não tiveram comportamentos irresponsáveis".

Sócrates defendeu a decisão de nacionalizar o BPN, dizendo que "foi importante para travar o perigo sistémico" de eventual contágio a outros bancos - "É um risco que não podíamos correr" - explicando a diferença de tratamento em relação ao BPP.

"O que fizemos no BPP foi não apoiar a solução para o banco que nos foi proposta. Não apoiar o banco, aceitar que pode falir, desaparecer, mas é uma morte assistida, controlada, que não terá efeitos em mais nenhum banco", afirmou, reforçando que os depósitos dos clientes estão garantidos pelo Estado e que está a ser estudada uma solução para os chamados clientes de retorno absoluto.

Sobre o TGV, o primeiro-ministro reiterou o que já hoje tinha afirmado no Parlamento: que é apenas por uma questão de "escrúpulo democrático", e não de falta de legitimidade, que o Governo PS deixou para o próximo executivo a decisão final sobre o projecto.

"Tomar a decisão em Agosto ou em Outubro é a mesma coisa, não prejudica em nada o projecto", referiu, considerando que até o Presidente da República, Cavaco Silva, "aplaudiu" esta decisão do Governo, ao classificar o adiamento como "um caminho de bom senso".

Aliás, nesta matéria, José Sócrates acusou o anterior Governo, PSD/CDS-PP, de "duplicidade", apresentando uma resolução do Conselho de Ministros de 9 de Junho de 2004, assinada pelo então primeiro-ministro Durão Barroso, onde este se comprometia com a execução de cinco linhas de TGV.

"Este é um dos problemas do país, é termos partidos que no Governo decidem avançar com investimentos e depois na oposição, por razões oportunistas, se opõem a ele", criticou.

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Comentário + votado

alternancia

e tudo isto na sequencia de 30 anos de alternativa PS ou PSD. agora imaginem o que vai ser com ...

Anónimo

18.06.2009 16:19

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