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Governo

Primeiro-ministro classifica como "politiquice" rumores de remodelação no Executivo

30.11.2010 - 21:48 Por Lusa

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 (João Henriques (arquivo))
O primeiro-ministro, José Sócrates, recusou-se hoje a comentar o cenário de, em breve, fazer uma remodelação no seu Governo, classificando este tipo de rumores como “politiquice”.

José Sócrates falava aos jornalistas após ter estado mais de duas horas reunido em São Bento, em Lisboa, com as 11 maiores empresas exportadoras nacionais.

Perante a questão dos jornalistas se admite fazer uma remodelação no seu executivo, o primeiro-ministro respondeu: “Estou aqui a falar de política e não me quero agora ocupar de politiquice”.

Sócrates disse depois que se recusa a “contribuir para estimular as diversas sugestões” que tem visto “nos jornais e nas televisões a propósito de remodelações”.

“Acho que o país deve concentrar-se no trabalho que tem pela frente, que é muito exigente e sério”, afirmou.

O primeiro-ministro negou também que o Governo pretenda flexibilizar os despedimentos, contrapondo que a intenção do diálogo com os parceiros sociais é aplicar de forma “exequível” e “pragmática” a reforma do Código Laboral de 2008.

Nas declarações aos jornalistas, o primeiro-ministro negou a existência de qualquer tipo de pressão da Comissão Europeia para que Portugal flexibilize os despedimentos e procurou esclarecer qual o alcance das reuniões que terá com os parceiros sociais sobre o mercado de trabalho.

“Com os parceiros sociais, o Governo quer fazer uma discussão por forma a que se defina melhor – e de forma pragmática, em função dos resultados – a aplicação das reformas que fizemos em 2008 no Código Laboral. É disso que estamos a falar”, contrapôs José Sócrates.

De acordo com o primeiro-ministro, Portugal “precisa de agir” no mercado laboral.

“Para que todos os que se encontram no desemprego regressem o mais rapidamente possível ao trabalho e para que as nossas empresas tenham melhores condições de competitividade”, sustentou.

Confrontado com a posição de Bruxelas de que Portugal deverá baixar os custos dos despedimentos, José Sócrates disse que o Governo português “não precisa de sugestões de ninguém”.

“Se essa sugestão [de baixar os custos do despedimento] existiu, digo que o nosso caminho faz-se exactamente como anunciei logo quando acabou a discussão do Orçamento do Estado para 2011. No domínio do mercado laboral, o Governo vai tomar medidas em diálogo com os sindicatos e empresários por forma a melhorar as condições de regresso ao trabalho de todos aqueles que estão desempregados”, insistiu.

Para José Sócrates, ao contrário da ideia de facilitar os despedimentos, o Governo pretende “facilitar o emprego e o trabalho”.

“Vamos também agir para tornar mais exequíveis todas as mudanças que fizemos no Código Laboral, tendo em vista que tenham um reflexo mais rápido na aplicação concreta”, acrescentou.

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