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Militares chegaram hoje

Primeira equipa médica portuguesa no Afeganistão faz “balanço positivo”

08.11.2009 - 20:21 Por Lusa

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A primeira equipa médica de militares portugueses ao serviço da NATO no aeroporto da capital afegã chegou hoje a Portugal, fazendo um balanço “muito positivo” do “excelente” trabalho feito no âmbito da Força Internacional de Assistência à Segurança (ISAF).

Entre lágrimas, abraços, mas também muitos sorrisos, porque o momento era de felicidade, 15 militares puderam finalmente abraçar os familiares que os aguardavam impacientemente na sala de espera do aeroporto de Figo Maduro, em Lisboa.

Para Cláudia Araújo, mulher do médico mais antigo da equipa, os quatro meses de missão “custaram muito a passar”, mas, graças às novas tecnologias, foram “mais fáceis do que pensava”. Mas agora que o marido completou esta missão, nem quer pensar na possibilidade de ele ser destacado para outra. “Acho que morro. Espero que não porque eles cumpriram com o dever que tinham que cumprir e acho que já chega”, disse à Lusa.

Alípio Araújo, por seu lado, apontou que a missão “correu muito bem” e que durante quatro meses foi feito “um excelente trabalho”. “Demos apoio aos militares da ISAF e aos civis afegãos num hospital multinacional, onde a ‘elite nation’ [comando] era a França, mas também em trabalho com a Alemanha, com os búlgaros e com os americanos”, explicou aos jornalistas o primeiro-tenente e médico mais antigo do grupo.

Na socorrista Vera Correia o alívio de chegar a casa estava estampado no rosto. No entanto, admitiu que as dificuldades maiores tiveram a ver com a cultura e não com a segurança. “Encontrei um sítio seguro. Havia segurança, mas foi um país árabe, com uma cultura completamente diferente da nossa. Não haver água potável era uma coisa má, mas acho que toda a gente se conseguiu adaptar bem”, disse a primeiro-cabo, acrescentando que esta foi uma experiência “bastante gratificante” para toda a equipa.

Mais experiente em cenários de guerra, o enfermeiro Fernando Cunha já vai na sexta missão. Passou duas vezes por Angola, outras duas no Líbano, esteve na Bósnia e agora no Afeganistão. Ao contrário das anteriores missões, esta foi a primeira em que esteve incluído num grupo exclusivamente médico e não num batalhão de infantaria. “Foi a primeira vez que estive integrado numa estrutura hospitalar criada para o efeito e tivemos a sorte de estar dentro do aeroporto com uma segurança bastante razoável e não tivemos, graças a Deus, qualquer problema”, sublinhou o sargento.

Os militares estavam em Cabul desde o mês de Junho e foram rendidos na semana passada pelo segundo grupo que irá ficar no país até Fevereiro. A terceira equipa de 15 médicos militares irá para o Afeganistão em Março, sempre por um período de quatro meses e sempre no apoio ao hospital militar do aeroporto de Cabul (KAIA, sigla em inglês).

A equipa que hoje chegou era constituída por dois médicos (um de clínica geral, um de medicina interna), oito enfermeiros, três socorristas, um fisioterapeuta e um técnico de laboratório.

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