• Primeira esplanada Time Out do mundo abre na Avenida da Liberdade
  • Restaurantes de topo com menus a 20 euros
  • Já cheira a Verão

Encontro esta manhã no Palácio de Belém, em Lisboa

Presidentes de Angola e Portugal garantem que problema dos vistos será resolvido

10.03.2009 - 14:00 Por Ana Dias Cordeiro

  • Votar 
  •  | 
  •  0 votos 
José Eduardo dos Santos e Cavaco Silva na cerimónia que inaugurou a visita em Belém José Eduardo dos Santos e Cavaco Silva na cerimónia que inaugurou a visita em Belém (Enric Vives-Rubio)
No encontro que mantiveram hoje ao fim da manhã no Palácio de Belém, os Presidentes de Portugal e Angola discutiram o problema dos vistos de entrada em Angola e disseram que este problema está em vias de ser resolvido. “Estamos empenhados em facilitar vistos e transportes aéreos”, disse Cavaco Silva, reconhecendo que estes podem representar “obstáculos” a uma maior cooperação económica entre os dois países.

Sobre este assunto dos vistos, “há sintonia entre os governos de Angola e Portugal para trabalhar no sentido de um aprofundamento da cooperação”, acrescentou. O Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, fez declarações no mesmo sentido: “É convicção minha que esse problema será resolvido”. Noutra ocasião afirmou: "Estaremos sempre abertos a receber pessoal qualificado e empresários portugueses que acreditam no sucesso de Angola." Além disso, comentou que interessava particularmente a Angola o investimento português nos domínios da educação, formação de quadros e investigação científica.

Questionado sobre se sente necessidade de legitimação, tendo em conta que ainda não houve eleições presidenciais, José Eduardo dos Santos respondeu que se sente legitimado, “como chefe do Executivo, pelo menos”. Lenbrou que o seu nome foi o primeiro da lista que o MPLA apresentou às eleições legislativas de Setembro, as quais venceu com mais de 81 por cento dos votos. “Enquanto chefe do Executivo, pelo menos, sinto-me completamente à vontade. É evidente que falta a eleição presidencial”, acrescentou, sem avançar qualquer data para a mesma.

Referiu, no entanto, que as eleições presidenciais dependerão do modelo da nova Constituição a ser ainda aprovada até ao final do ano. E reafirmou aquilo que já sugerira em Luanda: que a escolha do Presidente da República pode ser por sufrágio universal directo ou por eleição indirecta no Parlamento.

Ambos os chefes de Estado defendem que a crise económica internacional deve ser um estímulo para um reforço da cooperação e a definição de uma "parceria estratégica" que fortaleça ainda mais as relações económicas, políticas, sociais e económicas entre os dois países, e possa trazer "benefícios para todos". "Atravessamos uma crise financeira e económica internacional que atinge todos os países, mais Portugal do que Angola. O fortalecimento das relações pode minorar os efeitos negativos da crise quer em Portugal quer em Angola."

O Presidente Cavaco Silva acabou por não comentar o processo de democratização em Angola, como lhe foi solicitado no fim da sessão de perguntas. No início da sua intervenção saudou calorosamente o Presidente José Eduardo dos Santos de quem disse ter "um papel muito importante para a paz, a estabilidade e a reconciliação entre os angolanos" e falou com muito entusiasmo da visita de Estado do Presidente angolano e da mulher Ana Paula dos Santos. "Quero que se sintam bem entre nós, tão bem entre nós como na sua própria terra", afirmou, realçando o "significado especial do relacionamento entre Portugal e Angola", um relacionamento "maduro, adulto" e baseado na "amizade" e no "respeito mútuo".

Notícia actualizada às 14h58.

Estatísticas

  • 15 leitores
  • 54 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1368548

Comentário + votado

Presidentes de Angola e Portugal

O Luís de Almada, como sempre fala de cor... Claro que os Estados são soberanos. Quem diz o ...

Cecília

11.03.2009 17:04

X

Mais em Política (6 de 13 artigos)

O presidente da Câmara do Porto apelou a um debate sério sobre a regionalização Rui Rio atribui atraso do Norte a "centralismo irracional e hostilidade do Governo"