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Cavaco avisa que não vai entrar em "retóricas de dramatização"

Presidente da República afasta o cenário de ingovernabilidade do país

11.12.2009 - 14:28 Por Margarida Gomes

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Cavaco diz que não vai entrar em jogos Cavaco diz que não vai entrar em jogos (Pedro Cunha)
Quase uma semana depois de António Vitorino ter pedido a intervenção do Presidente da República, Cavaco Silva afastou hoje, no Porto, o cenário de ingovernabilidade do país, lembrando que tanto António Guterres, durante seis anos, como ele próprio, durante dois anos, governaram em minoria e "nem por isso deixaram de aprovar diplomas", tais como "a lei de bases do sistema educativo, que elevou para nove anos a escolaridade obrigatória, o novo código comercial, lei de bases do ambiente e a lei das finanças locais e a lei de segurança interna".

"Não entro nos jogos que possam fazer aumentar a tensão no país, nisso eu não entro", declarou o Presidente da República, deixando claro que não é sua intenção intervir perante a crescente tensão entre Governo e oposição, e que não vai entrar em retóricas de dramatização. "Não entro em retóricas de dramatização. As forças políticas acabarão por revelar bom senso”, disse.

"É um exagero total entrar no domínio da dramatização. Não podemos deixar de confiar no bom senso das forças políticas", reafirmou Cavaco, dando assim um sinal de que não se deixará condicionar por "dramatizações excessivas" para as quais tem vindo a ser pressionado.

Em declarações aos jornalistas no final da inauguração do Palácio das Artes – Fábrica de Talentos, no Porto, que contou com a presença da ministra da Cultura, Cavaco Silva evitou falar no incidente que ocorreu esta semana na Assembleia da República, na primeira reunião da Comissão Parlamentar de Saúde, entre Maria José Nogueira Pinto (PSD) e Ricardo Gonçalves (PS), mas foi dizendo que nem todos gostam do que se passa no Parlamento. "Podem não gostar, mas a AR é o centro por excelência democracia, às vezes alguns não gostam muito daquilo que lá se passa, mas é bom não esquecer que os deputados são os representantes do povo", acrescentou o chefe de Estado.

Ao ser de novo confrontado pelos jornalistas com a questão da ingovernabilidade, Cavaco Silva lembrou que o Presidente da República "é a válvula de segurança" do pais e apelou ao Governo e à oposição que "encontrem pontos em comum para resolver os problemas dos portugueses". "É tempo de diálogo aprofundado e de convergências. É isso que eu espero que aconteça".

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POLITICOS À ALTURA?

Algarvia, Algarve. 11.12.2009 19:13. Além de tudo o que já se sabia e conhecia agora ...

Duvido,

11.12.2009 19:54

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