Presidente da federação de Coimbra do PS nega contacto com Joana Amaral Dias

26.07.2009 - 19:18 Por Maria Lopes
O presidente da distrital do PS de Coimbra, Vítor Baptista, garante nunca ter feito qualquer convite a Joana Amaral Dias para integrar a lista socialista por Coimbra nem ter mandatado ninguém para o fazer.
“Nunca, em momento algum, eu a convidei e também nunca mandatei ninguém para o fazer. Seria até absurdo convidar alguém para o lugar que eu tencionava ocupar e que vou de facto ocupar”, respondeu Vítor Baptista ao PÚBLICO. E acrescentou que “nunca o secretário-geral ou Vieira da Silva me falaram sobre ela”.
“Nunca mandatei ninguém para formalizar um convite ou sequer abordar informalmente”, reiterou. “E se alguém o fez não tinha legitimidade para isso”, garantiu.
O presidente da Federação de Coimbra é, nas palavras de José Sócrates, uma das três pessoas que poderiam ter dirigido algum convite. A que se somam o próprio primeiro-ministro e o ministro do trabalho, Vieira da Silva, mandatário do PS para o ciclo eleitoral. E ambos também já vieram dizer que não o fizeram.
Sócrates voltou esta manhã ao assunto: "Desminto categoricamente que tenha convidado Joana Amaral Dias ou que tenha pedido a alguém para a convidar", disse à margem da cerimónia de lançamento da primeira pedra de uma fábrica da Embraer em Évora.
Esta tarde, o líder do Bloco de Esquerda, considerou que os sucessivos desmentidos públicos do PS ao alegado convite a Joana Amaral Dias – e são já cinco – são “esclarecedores e iluminados”. “É muito feio fugir ao rigor dos factos", realçou Francisco Louçã citado pela Lusa, e acusou o PS de colocar o Estado a operar como “uma sucursal do partido”.
Joana Amaral Dias, bloquista de corpo inteiro, disse na sexta-feira ao PÚBLICO que foi convidada e para um lugar de destaque: ser a segunda da lista por Coimbra. A docente universitária recusou “por motivos óbvios". “Embora o BE me tenha afastado da Mesa Nacional e pelos vistos dispensado das listas de candidatos a deputados, sou militante de base e defensora das ideias e projectos deste partido”, acrescentou. O seu ‘não’ teve também um forte efeito clarificador, sobretudo “para quem pensou que o facto de ter sido mandatária da candidatura de Mário Soares representava uma aproximação ao PS”, esclareceu.
Apesar das tentativas, o PÚBLICO não conseguiu obter hoje qualquer comentário de Joana Amaral Dias à polémica que entretanto de avolumou.

