José Luís Fontela queixa-se de perseguição

Presidente da Comissão Galega do Acordo Ortográfico pede asilo a Portugal

11.06.2009 - 13:29 Por Lusa

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Fontela acusa espanhóis de “controle de correspondência”  e “sequestro de livros” Fontela acusa espanhóis de “controle de correspondência” e “sequestro de livros”  (Manuel Roberto (arquivo))
O presidente da Comissão Galega do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, José Luís Fontela, disse hoje à agência Lusa que pediu asilo político ao Governo português, como primeiro passo para pedir nacionalidade portuguesa.

“Quero liberdade. Pedi asilo político para que não me tirem direitos, liberdades e garantias”, disse José Luís Fontela, advogado, poeta e escritor, acusando os serviços de informação espanhóis de “controle de correspondência” e “sequestro de livros”.

Fontela, natural da Galiza, referiu que vive em Portugal “desde 1992”, primeiro em Viana do Castelo, depois em Valença, onde ainda tem residência oficial, e agora em Braga, onde quer continuar a viver.

O pedido de asilo político, enviado por carta ao Conselho de Ministros, é o “primeiro passo” para pedir a nacionalidade portuguesa, mas José Luís Fontela aceita outro estatuto. “Se me derem estatuto de apátrida, fico contentíssimo”, salientou.

O advogado e poeta afirmou que desde os nove anos que lhe chamam “separatista”, por ser republicano, tal como o seu pai, e defender o Português como língua oficial e nacional da Galiza. “Defendemos a língua portuguesa como língua oficial da Galiza. É uma linha cultural. Aqui não há nada de político”, frisou, afirmando-se “republicano, federalista, democrata e socialista”.

José Luís Fontela referiu que enviou da Galiza vários livros de poemas, de linguística, de pintura e de escultura para pessoas de outros países, como a Alemanha e o Brasil, mas não chegaram ao destino. A seguir, fez o mesmo a partir de Portugal, e os livros chegaram, pelo que concluiu que os serviços de informação espanhóis, que apelidou de “polícia política monárquica”, estão a fazer “controles de correspondência” e a “sequestrar cartas e livros”.

Fontela disse ainda que anexou ao pedido enviado ao Governo português uma carta dirigida ao ministro do Interior de Espanha em que denuncia os alegados sequestros de correspondência

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Nação da Galiza...

Senhores de castela, a Galiza é dos irmãos galegos, parem de a 'tourear' nas vossas praças de ...

João V

17.09.2009 09:35

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