Presidente da APEDE considera “inacreditável” a atitude da ministra da Educação 
10.11.2009 - 20:58 Por Graça Barbosa Ribeiro
O presidente da Associação de Professores e Educadores em Defesa do Ensino (APEDE), Ricardo Silva, considerou “muito negativa” a intervenção da ministra da Educação, a quem avisa que, “se quer serenar as escolas, tem de dizer claramente que vai acabar com a divisão da carreira entre professores e professores titulares” e anular “os efeitos das classificações obtidas no primeiro ciclo avaliativo”.
Sublinhando que “de palavras vagas e promessas de diálogo estão os professores fartos”, Ricardo Silva classificou como “inacreditável” a atitude de Isabel Alçada. “Os professores precisam de paz, de cicatrizar feridas, e isso exigia que tivesse assumido hoje mesmo o fim da divisão da carreira”, frisou, considerando que, “pelo contrário, a ministra deu um muito mau sinal ao fazer referência à formação dos avaliadores”. “Quem são estes avaliadores? Os titulares? Não aceitamos esta divisão, que foi feita com base num concurso injusto e indigno”, avisou.
Em declarações ao PÚBLICO, o presidente da APEDE disse acreditar que está falar em nome de todos os movimentos independentes de professores quando afirma, também, que estes “não aceitam que sejam tidas em conta para a progressão na carreira e para efeitos de concurso as classificações obtidas no primeiro ciclo avaliativo”. Isto, argumenta, porque “as quotas para os ‘muito bom’ e ‘excelentes’ foram para os professores que ocuparam as vagas deixadas em aberto pelos colegas que nesse momento lutavam contra um modelo de avaliação que é uma farsa”.
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