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Defesa

Portugal paga 81 milhões de euros pela substituição de aviões-patrulha P3

25.02.2005 - 18:10 Por Lusa

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Os Lockheed P-3C Orion a comprar à Marinha holandesa são de fabrico mais recente, cerca de 20 anos mais novos Os Lockheed P-3C Orion a comprar à Marinha holandesa são de fabrico mais recente, cerca de 20 anos mais novos (Daniel Rocha/PÚBLICO)
Portugal vai pagar à Marinha holandesa 81 milhões de euros por cinco aviões-patrulha usados da marca Lockheed P-3C Orion, para substituir a frota actual.

Segundo disse à Lusa fonte do Ministério da Defesa, dois dos aparelhos, com configuração de guarda costeira, têm um custo unitário de 27 milhões de euros e serão entregues prontos para operar. Está previsto que sejam sujeitos a uma modernização, a partir de 2008, na OGMA - Indústria Aeronáutica de Portugal.

Os outros três aparelhos, que têm um custo de nove milhões de euros cada, terão de ser previamente sujeitos a reequipamento.

O programa de modernização vai implicar ainda a abertura de um novo concurso para a modernização dos sistemas electrónicos de missão dos aparelhos.

A Força Aérea Portuguesa dispõe de uma frota de seis P-3P, usados em missões de fiscalização marítima e busca e salvamento, mas dois estão inoperacionais.

Os aparelhos a comprar à Marinha holandesa são de fabrico mais recente, cerca de 20 anos mais novos.

Os seis aparelhos desactivados deverão ser vendidos, admitindo-se contudo que um ou dois sejam mantidos para "stock" de peças.

Os P-3 Orion são usados em missões de luta anti-submarina e de superfície, busca e salvamento, minagem, recolha de informação, apoio a missões de busca em combate e vigilância do espaço marítimo para detecção de actividades ilícitas.

De fabrico norte-americano, actualmente é empregue pelas Forças Armadas de 18 países, entre os quais EUA, Espanha, Canadá, Japão, Grécia, Argentina, Alemanha e Brasil.

O concurso de substituição dos P-3 foi aberto em Abril de 2002 pelo então ministro socialista, Rui Pena, que endereçou convites à L3 Communications e à Lockheed Martin, tendo apenas esta empresa apresentado proposta.

Um ano depois, o ministro da Defesa, Paulo Portas, determinou que a adjudicação fosse feita por ajuste directo, tendo iniciado negociações com a Marinha holandesa.

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Com 500 desempregados por dia e gente a morrer à fome

O que é importante para o tal senhor que dizia que se tivesse dez por cento de votos ia exigir ao ...

Anónimo

26.02.2005 02:01

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