Estudo das Nações Unidas

Portugal acima da média mundial no número de mulheres no Parlamento

04.03.2010 - 08:30 Por Lusa

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27,4 por cento de representação feminina no Parlamento. A média mundial é de 18,8 por cento 27,4 por cento de representação feminina no Parlamento. A média mundial é de 18,8 por cento (Carlos Lopes)
Portugal está acima da média mundial relativamente ao número de mulheres em cargos parlamentares e supera a maioria dos países desenvolvidos do G8 na liderança feminina dos ministérios governamentais, revela um estudo internacional.

O estudo “Mulheres na Política 2010”, publicado pela União Interparlamentar e Divisão da Promoção da Mulher das Nações Unidas, foi divulgado esta semana na 54ª sessão da Comissão da Condição da Mulher da ONU.

Os dados síntese, disponíveis no portal da União Interparlamentar, revelam que Portugal, com 27,4 por cento de representação feminina no Parlamento, ultrapassa a média mundial de 18,8 por cento, sendo apenas batido pelos países nórdicos, que têm 42,1 por cento de mulheres em cargos parlamentares.

No que toca às mulheres à frente de ministérios, Portugal, com 31,3 por cento de representação feminina, supera países do G8 como o Japão (11,8 por cento), a Rússia (16,7), a Itália (21,7), o Reino Unido (22,6), a França (26,3) e o Canadá (29,7), ficando atrás dos Estados Unidos e da Alemanha (ambos com 33,3 por cento).

Portugal está apenas em pé de igualdade com a Gâmbia, a Grécia e a Guiana.

O mapa mundial da mulher na política 2010, com estatísticas de Janeiro, inclui no “top 10” dos países com maior representação feminina nos parlamentos o Ruanda, à cabeça, seguido da Suécia, da África do Sul, de Cuba, Islândia, Holanda, Finlândia, Noruega, Moçambique e Angola.

Precisamente a Finlândia lidera a lista dos dez países com mais mulheres em cargos ministeriais, logo seguida por Cabo Verde, Espanha, Noruega, Chile

Islândia, Suécia, Suíça, Dinamarca, Liechtenstein, Áustria/Nicarágua e São Tomé e Príncipe.

A Arábia Saudita é a única nação sem mulheres quer no Parlamento quer no Governo.

Entre o estados da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) o Brasil é o que tem menos mulheres em cargos parlamentares e ministeriais.

Na CPLP, Portugal só é ultrapassado no número de mulheres no Parlamento por Moçambique e Angola (ambos com 35 a 39,9 por cento) e Timor-Leste (29,2) e nos ministérios governamentais por Cabo Verde (53,3) e São Tomé e Príncipe (38,5).

A União Interparlamentar é uma organização internacional dos parlamentos dos Estados soberanos que medeia os contactos multilaterais dos parlamentares.

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