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Pedido julgamento imediato dos delitos em flagrante

Portas quer repatriamento de imigrantes que cometam actos ilícitos

04.09.2008 - 15:18 Por Lusa

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Paulo Portas não quis falar sobre as vice-presidências do CDS-PP Paulo Portas não quis falar sobre as vice-presidências do CDS-PP (Carlos Lopes (arquivo))
O líder do CDS-PP defendeu hoje o julgamento imediato dos delitos em flagrante, a retirada do rendimento social de inserção a quem cometa crimes e o repatriamento de imigrantes que cometam actos ilícitos.

Paulo Portas, que falava em Angra do Heroísmo após uma reunião com o comando da polícia local, considerou que estas medidas permitem aumentar a confiança da sociedade, alegando que a “situação de insegurança que se vive, actualmente, no país está longe de estar controlada e são necessárias medidas”.

Quanto ao flagrante delito, Paulo Portas preconizou o “processo sumário, com julgamento imediato, para que a sociedade tenha a certeza de que há castigo para o crime”.

“Não é possível que as forças de segurança arrisquem a vida para deter criminosos perigosos que vão a tribunal e, logo de seguida, são soltos porque a lei prevê um excesso de condescendência que destroça completamente o trabalho da polícia”, disse.

Ruptura de “acordo de confiança”

No segundo caso, defende o “fim da atribuição do Rendimento Social de Inserção (RSI) aos beneficiários que cometam crimes”.

No caso de imigrantes que cometem crimes, “estes devem ser repatriados porque romperam o acordo de confiança estabelecido com o país de acolhimento”, alegou o presidente do CDS-PP.

“Dou como exemplo o caso de açorianos [portugueses ou filhos de portugueses] que foram repatriados dos EUA, o que nos leva a perguntar porque é que em Portugal não se enfrenta com bom senso e firmeza esta questão”, questionou.

O líder nacional dos democratas-cristãos está de visita à ilha Terceira, onde se reuniu com o comando da PSP local, com quem abordou questões relativas à área da segurança.

Terceira tem poucos polícias

Paulo Portas revelou que “há dias em que as pessoas, por vezes, sentem que na ilha Terceira o patrulhamento é menor do que o necessário”.

“Não é por falta de vontade da polícia, mas porque, de acordo com as informações que colhi, o número de efectivos ser menor do que aquele que está previsto no seu quadro orgânico”, explicou.

Sobre a situação interna do partido, Paulo Portas disse que “não vai voltar a falar sobre a questão das vice-presidências”.

Solicitado pela Lusa a dizer se já tinha escolhido novos titulares para aqueles lugares, Paulo Portas respondeu: “Já esclareci esse assunto e portanto não direi nem mais uma palavra.”

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