Paulo Portas tem o recado bem estudado para fazer passar a ideia de que é necessário apostar em áreas como o turismo e “olhar para a competitividade fiscal” para promover o crescimento económico.
Mas instado a revelar propostas fiscais concretas, o líder do CDS opta pela prudência. Paulo Portas não arrisca defender uma subida do IVA no golf ou uma descida para a restauração. “Não estou na DGCI [Direcção-Geral de Contribuições e Impostos]. Preciso de ver primeiro”, respondeu aos jornalistas. Portas acrescentou que não diz “coisas menos pensadas” no que toca a impostos e contribuições numa referência indirecta aos zigue-zagues do PSD sobre a Taxa Social Única e também sobre a qual o CDS optou pela prudência sem avançar qualquer número de redução.
O líder do CDS visitou esta manhã a Escola Superior de Hotelaria e Turismo, em Seia, e depois uma unidade de cuidados continuados de uma associação de beneficência, em Gouveia. Nesta instituição, Paulo Portas voltou a falar no “forte compromisso social” do CDS, defendendo uma “aliança” entre Estado, instituições particulares de solidariedade social e iniciativa privada. “O social ser só o Estado, isso não chega para as necessidades”, sustentou.
Já à hora de almoço, a caravana do CDS fez uma arruada na Guarda e esta tarde Paulo Portas encontra-se com empresários da região.


