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Apresentação da moção de censura

Portas diz que portugueses se cansaram da "arrogância" de Sócrates

17.06.2009 - 16:55 Por Lusa

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O líder do CDS-PP, Paulo Portas, defendeu hoje que o Governo falhou nas políticas e apontou ao primeiro-ministro, José Sócrates, "erros de fundo", considerando que os portugueses se cansaram "da arrogância". Na apresentação da moção de censura ao Executivo, o líder do CDS-PP justificou a iniciativa para "dar voz" a quem censurou o Governo "no país e nas urnas" e apontou "erros de política, que não são de comunicação, são de fundo".

No final da sua intervenção, Portas acusou o primeiro-ministro de "estar a inventar à pressa uma personalidade" depois de ter começado a legislatura como "animal feroz". "Apresentou-se como animal feroz, agora está à pressa a inventar personalidade português suave, modesto e humilde. Não cola consigo. Um português suave modesto humilde chamado José Sócrates pode ser um alívio mas não é solução", referiu.

Portas considerou que José Sócrates perdeu as eleições europeias também por causa da "arrogância", dando como exemplo "uma atitude de quem se permite, em relação aos sectores produtivos, desprezar compromissos". "O país cansou-se dessa arrogância que não é uma questão de forma, é de essência. O país cansou-se do excesso de propaganda e do défice de autenticidade", afirmou Paulo Portas.

Notando que os socialistas podiam ter apresentado "uma moção de confiança" e não o fizeram "por timidez", Paulo Portas insistiu na ideia de que os portugueses "estão cansados" da política e do estilo de José Sócrates.

"Os portugueses estão cansados deste tipo de política. O problema não é de comunicação, excesso de comunicação tiveram os portugueses, mas tiveram um défice de governação", disse.

A educação, a justiça, a agricultura, a saúde e a segurança foram os sectores mais criticados pelo líder do CDS-PP que considerou que o Governo "está desgastado".

A pensar "nas questões que têm que ser colocadas para o futuro", a três meses das eleições, Portas elegeu a política económica, a segurança e as políticas de apoio social como prioridades. "O que é que é mais importante para recuperar ambiente de segurança? Garantismo ou política de autoridade firme?", questionou, exigindo, no que toca à política económica, investimento dirigido às micro, pequenas e médias empresas.

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É realmente lamentável que um primeiro-ministro responda a uma questão das mais de dez que lhe ...

joão

18.06.2009 01:07

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