Líder do CDS acusa Sócrates de provocar crise

Portas defende que PSD deveria ter negociado PEC IV e avançar para eleições

23.03.2011 - 18:19 Por Sofia Rodrigues

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O líder centrista apontou o dedo ao primeiro-ministro por provocar uma crise política O líder centrista apontou o dedo ao primeiro-ministro por provocar uma crise política (Enric Vives-Rubio (arquivo))
O líder do CDS-PP, Paulo Portas, defendeu hoje que o PSD, enquanto partido que viabilizou anteriores PEC, deveria negociar com o Governo “um acordo de mínimos”: separar as medidas do PEC IV para 2011 dos restantes anos, atenuar as medidas mas avançar na mesma para eleições antecipadas.

“Talvez o país ganhasse alguma coisa e percebesse a má-fé do primeiro-ministro”, justificou Portas no debate parlamentar sobre o PEC IV.

O líder centrista aponta o dedo ao primeiro-ministro por provocar uma crise política e ao PSD por permiti-la. “O PS escolheu a crise e o PSD aceitou-a”, resumiu. Para Paulo Portas, há sinais claros de que José Sócrates queria mesmo uma crise política.

“Como não cogitar que o primeiro-ministro quer uma ruptura agora que os factos iriam apontar para a ajuda externa que só um Governo em funções pode pedir”, disse Portas, lembrando que não é possível acreditar que José Sócrates “não fez de propósito” ao não informar o Presidente da República sobre o PEC IV.

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