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Líder do CDS-PP nega redução da pobreza com o PS

Portas acusa Sócrates de fazer promessas que não cumprirá

19.07.2009 - 20:10 Por Lusa

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O presidente do CDS-PP acusou hoje o primeiro-ministro de fazer promessas sociais que não vai cumprir e contrapôs que a redução da pobreza em Portugal se deveu à política de convergência de pensões do seu partido.

Paulo Portas falava aos jornalistas após ter apresentado a candidatura de Isabel Galriça Neto (presidente da Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos) à Assembleia da Repúblicas no quarto lugar da lista do CDS-PP pelo círculo de Lisboa.

"Os portugueses sabem que José Sócrates está a prometer para os próximos quatro anos exactamente o contrário do que fez na última legislatura", declarou o líder democrata-cristão, reagindo ao discurso feito na véspera, no Porto, pelo secretário-geral do PS, durante um Fórum Novas Fronteiras dedicado às políticas sociais.

Paulo Portas acusou José Sócrates de ser "o mesmo que pôs os pensionistas com 500 euros a pagar IRS, que deu os mais baixos aumentos de pensões que há memória na democracia, que recusou melhorar o subsídio de desemprego para os casais que marido e mulher perderam o posto de trabalho e que recusou alargar o subsídio de desemprego para os jovens que há um ano tinham contrato e agora não têm". "José Sócrates lembrou-se de fazer promessas que são palavras que o vento leva. Eu fico fiel ao meu compromisso: é possível melhorar as pensões e melhorar (nem que seja transitoriamente) o subsídio de desemprego, desde que se aperte a fiscalização do rendimento mínimo", contrapôs.

Nas declarações aos jornalistas, o presidente do CDS-PP também negou que a redução da pobreza e das desigualdades verificadas em Portugal (dados do Instituto Nacional de Estatística) se devam às políticas sociais seguidas pelo executivo socialista. "Basta consultar os dados oficiais para ver que um relatório de um determinado ano diz respeito aos rendimentos do ano anterior. A taxa de pobreza em Portugal, que é uma vergonha para todos, caiu de 20 para 18 por cento nos dois anos em que por influência do CDS houve uma política de convergência de pensões", sustentou o presidente do CDS.

Segundo Paulo Portas, a convergência de pensões "permitiu aos rurais, às pensões sociais de viuvez e às pensões mínimas subirem mais fortemente". "Chegou o engenheiro Sócrates [ao Governo], a convergência de pensões acabou e a pobreza estagnou", afirmou.

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hó Paulinho se estivesses caladinho.

Paulinho recordas quando eras ministro vaidoso da marinha com o chapéu enfiado náo conhecias ...

Jose

21.07.2009 13:04

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