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Plano prevê 250 a 300 rescisões na RTP

09.11.2011 - 17:58 Por Lusa

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A RTP vai garantir no Orçamento do Estado para 2012 “um valor de provisões para rescisão que, atendendo ao custo médio e pay back dos processos anteriores, permita financiar rescisões com 250/300 trabalhadores”, diz a síntese do plano de reestruturação da empresa.

Na síntese do plano de plano de sustentabilidade económica e financeira da RTP, a que a Lusa teve acesso, afirma-se que "a redução de efectivos decorrerá da elaboração de projectos concretos de reestruturação para cada domínio de ineficiência identificado, a levar a cabo a partir da aprovação deste Plano de Sustentabilidade” e acrescenta-se que, “em paralelo com a elaboração desses projectos de reestruturação, a empresa deverá abrir um novo programa de rescisões amigáveis”.

“Para além da alienação de um canal generalista até final de 2012”, a RTP irá autonomizar “os serviços técnicos de produção/distribuição e os serviços de media regionais da Madeira e dos Açores cedendo uma parte do capital destas estruturas”, consagra ainda o documento.

O plano desenhado pelo conselho de administração da RTP afirma ainda o aproveitamento de “todas as formas de organização das sinergias com a Agência Lusa, designadamente na área das Delegações e Correspondentes e na área dos Serviços Partilhados”.

“A RTP continuará a exercer a sua actividade num mercado altamente concorrencial, não podendo abdicar de objectivos de audiências, nem da manutenção e aquisição de recursos e competências que garantam a sua competitividade”, afirma ainda o documento.

Para além da defesa da relevância (“não há serviço público sem público”) e da marca, o “objectivo de audiências garante as receitas de publicidade que lhe estão associadas, factor importante do equilíbrio económico e financeiro da empresa”, acrescenta o plano.

Em termos de sustentabilidade económica e financeira definem-se para a empresa dois grandes objectivos. Um objectivo de redução “muito substancial” de custos, da ordem dos 80 milhões de euros, fixando os seus custos operacionais em cerca de 180 milhões de euros e os custos totais abaixo dos 190 milhões de euros.

Fica ainda previsto um objectivo de proveitos comerciais, “sobretudo publicidade”, da ordem dos 30 milhões de euros, “permitindo reduzir para 150 milhões de euros os fundos públicos necessários para a cobertura daqueles custos, acrescidos de 10 milhões de euros para obrigações específicas”.

“A redução de custos resultará maioritariamente da alienação de um dos canais, da autonomização da empresa de serviços técnicos e dos canais e antenas regionais e da integração das duas redes de delegações e correspondentes (RTP e Lusa)”, sintetiza o plano.

Como consequência desta reconfiguração externa, os custos directos da RTP diminuirão “cerca de 80 milhões”, acrescenta o documento.

Em contrapartida, o documento alerta para a necessidade de se “prever duas categorias de custo adicionais, resultantes da prestação de serviços à RTP por parte da rede conjunta e, sobretudo, da empresa autónoma de serviços técnicos”.

A revisão de algumas “obrigações específicas de serviço público” (exemplo: Euronews) e a redução das ineficiências remanescentes “devem contribuir com 25 milhões para balancear aqueles custos adicionais”, acrescenta a administração da RTP.

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