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Proposta de Ribeiro e Castro

Pires de Lima e Nuno Melo criticam convocação de congresso extraordinário do CDS-PP

19.03.2006 - 15:55 Por Lusa

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"Espero que seja um conselho nacional claro e depois um congresso claro", afirma Ribeiro e Castro "Espero que seja um conselho nacional claro e depois um congresso claro", afirma Ribeiro e Castro (Paulo Cunha/Lusa)
O ex-vice-presidente do CDS-PP Pires de Lima e o actual líder parlamentar, Nuno Melo, criticaram hoje a proposta do líder do partido, Ribeiro e Castro, de convocar um congresso extraordinário, que consideram "inútil" e "um verdadeiro disparate".

"É inútil e, pior do que isso, vai centrar o CDS na discussão da liderança quando o fundamental era afirmar-se junto dos eleitores", afirmou Pires de Lima, que falava no intervalo do conselho nacional, defendendo que o partido deve tornar-se "mais sedutor e 'sexy'".

Pires de Lima, que já admitiu que seria "uma honra" ser líder do CDS-PP, afasta, contudo, a possibilidade de uma candidatura neste momento, salvo algum "acontecimento extraordinário".

"Eu não faço tenções de valorizar este congresso extraordinário, entendo que é desnecessário e que a avaliação da actual liderança se deve fazer no tempo próprio", disse Pires de Lima, assegurando que vai "procurar continuar a colaborar com a direcção".

"Teoricamente o mandato de Ribeiro e Castro só terminaria em 2007", frisou também Pires de Lima, quando questionado sobre se o actual líder deve ser reeleito.

"Salvo algum acontecimento extraordinário e que eu não estou a prever, o que vai resultar é que a avaliação da actual direcção se fará em 2008", disse ainda o ex-vice-presidente do CDS-PP.

Já Nuno Melo considerou o congresso extraordinário "um verdadeiro disparate". "Enquanto o CDS concentrar as suas energias em questões de paróquia, está a enveredar por mau caminho", afirmou.

Nuno Melo desvalorizou as críticas que têm sido dirigidas à direcção democrata-cristã, sublinhando que "não se passa absolutamente nada que todos os dias não se veja em partidos como o PSD e o PS".

O líder parlamentar aproveitou para atacar o dirigente José Paulo Carvalho, que na semana passada acusou a bancada democrata-cristã de "boicotar" a acção do presidente, impedindo que este passe a sua mensagem para o país.

"Não aceito o atestado de menoridade que atribui ao presidente do partido de uma espécie de eclipse parlamentar", criticou Nuno Melo.

"Imagine-se o que seria pedir a Adelino Amaro da Costa que se calasse para deixar sobressair Freitas do Amaral!", acrescentou o actual líder parlamentar do CDS-PP.

No entanto, Nuno Melo recusou tecer comentários sobre eventuais candidatos alternativos a Ribeiro e Castro no próximo congresso.

"Direi no momento próprio e no tempo próprio", sublinhou, lembrando que a proposta de antecipação do congresso ainda não foi votada e aprovada. "Não sei [se votarei contra], não sei sequer se tenciono votar", afirmou ainda Nuno Melo.

Ribeiro e Castro remeteu mais esclarecimentos para o final do conselho nacional, pedindo apenas clareza para o partido. "Espero que seja um conselho nacional claro e depois um congresso claro porque o partido precisa de estar claro para combater com grande vigor", afirmou o líder do CDS-PP.

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