O economista e professor universitário em Londres Pedro Silva Martins vai ser o novo secretário de Estado do Emprego.
Com um vasto curriculum na área económica e especializado sobretudo na área do trabalho, Pedro Silva Martins integra assim a equipa do novo ministro da Economia e do Emprego, Álvaro Santos Pereira.
Licenciado em Economia pela Universidade Nova Lisboa, Pedro Silva Martins fez uma pós-graduação em estudos europeus na mesma faculdade. Tirou ainda um mestrado em Economia na Universidade de York, no Canadá, e um doutoramento também em Economia na Universidade de Warwick, no Reino Unido.
Actualmente dá aulas na escola de negócios e gestão Queen Mary, da Universidade de Londres.
Autor do blogue “Economia das Pessoas”, Pedro Silva Martins escreve ainda, juntamente com outros economistas e professores portugueses, no blogue “The Portuguese Economy”. Num dos seus últimos posts, datado de 16 de Maio, Pedro Silva Martins alerta para a possibilidade de a polémica descida da taxa social única (TSU) – uma das medidas inscritas no programa de ajuda financeira a Portugal – poder vir a traduzir-se num aumento dos salários dos trabalhadores.
De acordo com o novo secretário de Estado do Emprego, “a experiência anterior de reformas semelhantes no Chile e na Finlândia sugere que a moderação salarial neste contexto [de descida da TSU] pode ser fraca”.
Para o corte na contribuição paga pelas empresas para a Segurança Social ser bem sucedido, Pedro Silva Martins defende que deve ser dirigido para indústrias onde a procura de trabalhadores por parte das empresas é mais sensível ao custo unitário de trabalho, ou seja, indústrias “expostas ao comércio internacional, mas não necessariamente de baixos salários”.
Pedro Silva Martins defende ainda que, para o sucesso da descida da TSU, seria importante haver um “acordo nacional sobre moderação salarial”, envolvendo as principais centrais sindicais, bem como cortes nos custos de ajustamento ao mercado de trabalho, ou seja os custos em que as empresas incorrem quando despedem de trabalhadores. Algo que, na opinião do novo secretário de Estado do Emprego, tem uma expressão relativamente tímida no memorando de entendimento assinado entre o Governo português e a troika.


