Leonor Parreira, a nova secretária de Estado da Ciência, era até agora a directora do Instituto de Histologia e Biologia do Desenvolvimento da Faculdade de Medicina de Lisboa.
Licenciada em Medicina em 1975, Leonor Parreira, esteve com uma bolsa de investigação, entre 1983 e 1984, no Departamento de Hematologia do Hospital de Hammersmith, em Londres. Com o regresso a Portugal, dedicou-se exclusivamente à prática da medicina no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, na área da hematologia clínica.
Mas sempre teve o desejo de fazer investigação científica, como contou numa entrevista ao jornal “Notícias Médicas”, em Janeiro do ano passado, por isso deixou a prática clínica para trás e seguiu a carreira académica. “Foi a escolha mais difícil da minha vida”, disse.
Doutorou-se em Biologia Molecular na Faculdade de Medicina de Lisboa, em 1993. As células estaminais do sangue estão entre as suas investigações, que valeram à sua equipa o Prémio Pfizer de Investigação de 2003.
Na entrevista ao “Notícias Médicas”, quando se tornou a primeira mulher a presidir à Sociedade das Ciências Médicas de Lisboa, dizia a propósito das mulheres em cargos de chefia: “Cada vez mais as mulheres estão representadas em cargos de responsabilidade, mas em cargos de topo são uma minoria. Existem razões históricas e culturais.” Dizia ainda: “É evidente que a prazo, nem que seja por uma questão de números, as mulheres chegarão a cargos de topo.”


