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Histórico do PS sai do Parlamento mas assegura continuidade da oposição interna

Pelo menos três apoiantes de Alegre deverão integrar as listas às legislativas

15.05.2009 - 22:25 Por São José Almeida

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Manuel Alegre fez questão de comunicar decisão telefonicamente a José Sócrates pouco antes de a anunciar Manuel Alegre fez questão de comunicar decisão telefonicamente a José Sócrates pouco antes de a anunciar (Daniel Rocha)
O histórico socialista Manuel Alegre decidiu abandonar o Parlamento, mas não rompe com o PS, assegurando assim que os seus apoiantes continuam dentro do partido como tendência organizada, a Corrente de Opinião Socialista. E se Alegre não vai nas listas eleitorais do PS, estas irão seguramente incluir nomes de militantes socialistas que integram esta tendência.

É assim dado como muito provável que figuras como o economista Jorge Bateira, o sociólogo Elísio Estanque e o responsável pela revista online Ops! Nuno David venham a ser três dos deputados a integrar as listas do PS nas próximas legislativas, em representação da tendência interna Corrente de Opinião Socialista.

Manuel Alegre só revelou a sua decisão de abandonar o Parlamento e de não aceitar integrar as listas eleitorais dentro da sala Douro do Hotel Altis Park, nas Olaias, em Lisboa, já depois das 16h30. Mas pouco antes de comunicar aos apoiantes, Manuel Alegre fez questão de a comunicar telefonicamente a José Sócrates.

A reunião foi emocionada e durou cerca de duas horas. Alegre abriu o encontro explicando a sua decisão. Sai do Parlamento e fica no PS por uma questão de “coerência” e de “consciência”.

Divergências insanáveis

Explicou que as divergências entre si e Sócrates são insanáveis, apontando o exemplo do Código do Trabalho. Prometeu que terá mais tempo para os dois movimentos em que os seus apoiantes se organizam, o interno ao PS, a Corrente de Opinião Socialista, e o que inclui independentes, o Movimento de Intervenção e Cidadania (MIC). Salientou que mantém uma boa relação com Sócrates, apesar das diferenças políticas. Elogiou os esforços de Alberto Martins, líder parlamentar do PS, que serviu de mediador entre si e o líder do partido.

Seguiram-se várias intervenções que saudaram a decisão de Alegre. Mas, além dos elogios, também houve quem avançasse com propostas. Assim foi dito que quer o MIC quer a Corrente de Opinião Socialista se estruturem. E Helena Roseta defendeu que seja lançada a recolha de assinaturas para uma iniciativa de cidadãos junto da Assembleia da República para que seja alterada a lei eleitoral à Assembleia da República e sejam admitidas as candidaturas de independentes.

Terminado o encontro com os apoiantes, Manuel Alegre deslocou-se a uma outra sala para ler uma declaração e responder a perguntas da comunicação social. Ladeado pelos responsáveis do MIC, João Correia e Faria e Costa, pelos militantes socialistas Carolina Tito de Morais e Nuno David, e de Alfredo Assunção, militar de Abril que apresentou como “o braço direito de Salgueiro Maia”, Manuel Alegre leu uma declaração.

Nada contra o PS

Nesse texto assumiu-se como parte da história do PS: “Ajudei a fazer este partido, a sua história é parte da minha história, posso não concordar com a prática e as políticas, mas reconheço-me nos valores e princípios do socialismo democrático”.

Depois clarificou que não formará um partido político para as próximas legislativas. Embora reconhecendo que “há a necessidade de renovar a vida política”, sublinhou que “nada se fará sem ou contra o espaço socialista”. Aliás, já na fase de perguntas e respostas à comunicação social, Manuel Alegre foi veemente em afirmar que não entrará em nenhum combate para derrotar o PS e que estará sempre ao lado dos socialistas numa luta eleitoral contra a direita.

Na declaração lida, Alegre afirmou por fim que não aceitou o convite de Sócrates para ser candidato, pois “não seria digno impor condições ao secretário-geral do PS”. Já em resposta aos jornalistas, reafirmou esta questão declarando: “Não seria digno dele nem de mim estarmos a discutir lugares.”

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P.S crespos

P.S. Crespos, não é o B.Esq. mas sim a esquerda socialista, assumimos não nos ...

Anónimo

11.10.2010 21:54