O primeiro-ministro prepara-se para fazer uma declaração ao país hoje, às 20h a partir de S. Bento, no âmbito da aprovação do Orçamento do Estado para 2012.
O Conselho de Ministros está reunido desde manhã para aprovar o Orçamento para o próximo ano. O documento só deverá ser entregue no Parlamento na segunda-feira. O prazo inicial era 15 de Outubro mas tendo em conta que este dia coincide com um sábado os partidos acordaram adiar a entrega para segunda-feira.
Sobre o Orçamento do Estado para 2012, o primeiro-ministro afirmou esta segunda-feira que o documento do próximo ano “será o mais difícil de fechar e executar de que há memória em Portugal” e salientou que não pode haver complacências face às metas com que o Governo se comprometeu junto da troika.
Passos Coelho garantiu também que os compromissos com a União Europeia e com o FMI são para cumprir à risca, nem que para isso se tenha de “reinventar” a maneira como os projectos são concebidos e executados. E defendeu que é necessário “pôr o Estado a gastar dentro das possibilidades que os contribuintes possam suportar, para que este esforço faça algum sentido para os portugueses”. Também em reacção aos resultados das eleições na Madeira, o primeiro-ministro preferiu não comentar os resultados mas felicitou os madeirenses, lembrando, contudo, que é preciso trabalhar para “resolver uma situação de desequilíbrio muito forte”. Pedro Passos Coelho admitiu, no entanto, que demorará muito tempo a corrigir essa situação e avisou que terá de haver “um grande esforço”.
Noticia actualizada às 17h47


