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PSD

Pedro Passos Coelho defende que o TGV se deve limitar à ligação entre Lisboa e Madrid

14.01.2010 - 08:05 Por Filomena Fontes

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Não é a versão minimalista de Manuela Ferreira Leite contra as grandes obras públicas que o Governo do PS esgrime como a chave para o relançamento da economia, mas anda lá perto. Pedro Passos Coelho discorda da multiplicação de linhas do TGV e está contra a maioria das subconcessões de auto-estradas incluídas no plano rodoviário nacional.

À excepção do TGV Lisboa-Madrid, por permitir a ligação à rede de alta velocidade europeia e porque há já compromisso internacionais assumidos entre os dois Estados, o candidato à liderança do PSD considera que os restantes projectos em alta velocidade (Lisboa Porto, Porto-Vigo e Évora-Faro-Huelva) não são estratégicos para o país e defende a sua reconversão para velocidade elevada e o seu reescalonamento no tempo.

As propostas estão contidas no livro Mudar, no qual Passos Coelho expõe as suas ideias para o país, cruzando-as com o testemunho do seu percurso pessoal e político e que será lançado no próximo dia 21, em Lisboa. Reclamando a urgência de "respostas consistentes" para a crise que o país enfrenta, Passos Coelho entende que não é pela via do aumento de impostos que se conseguirá reduzir o défice, mas sim através da redução da despesa "de modo permanente, estrutural".

Igualmente, no caso das grandes obras públicas, distancia-se da ideia de que esses grandes investimentos serão o impulso indispensável à reanimação da economia, criando emprego e salvando empresas, como insiste o Governo de Sócrates. "Dado que estas obras são muito caras e que o nosso endividamento é excessivo, realizá-las agora pode significar criar uma bomba-relógio, ou seja ter um problema de endividamento no futuro próximo ainda mais grave", adverte.

É face a este contexto que Passos Coelho defende a reavaliação do plano das grandes obras públicas, distinguindo, por um lado, quais os investimentos estratégicos (todos aqueles que diminuam a nossa dependência externa no plano energético, que facilitem as exportações e que promovam a cessibilidade da procura turística) e, por outro, encontrar alternativas para alguns projectos que, não sendo estratégicos, são ainda assim importantes.

No primeiro caso, inclui, entre outros, a construção de barragens, a aposta pública no transporte ferroviário de mercadorias, em ligação com as plataformas logísticas, e o novo aeroporto de Lisboa, designadamente por "garantir a acessibilidade turística que é crítica para a nossa economia". Quanto às novas auto-estradas, abre apenas uma excepção para Trás-os-Montes.

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