Pedro Passos Coelho anunciou hoje que será candidato à liderança do PSD nas eleições directas convocadas por Luís Filipe Menezes para 24 de Maio, afirmando que pretende ser "o rosto da mudança" no partido.
O candidato diz que “Portugal precisa outra vez do PSD”, mas sublinha que o partido deve mudar de rumo, voltando a assumir-se como o promotor “das grandes reformas” e das “grandes transformações”.
“Portugal precisa de um PSD capaz de trazer uma nova esperança”, insistiu, antes de anunciar: “Quero ser o rosto dessa mudança e dessa esperança”.
Questionado sobre os jornalistas, o antigo líder da JSD optou por não comentar a demissão de Menezes nem a sua eventual recandidatura ao cargo, admitindo apenas que o calendário para as directas imposto pelo ainda líder é curto mas “não é um obstáculo” à sua candidatura.
Confrontado com a possibilidade de ser apresentada uma candidatura consensual entre a oposição à actual liderança, Passos Coelho diz que a sua decisão “não depende de qualquer cálculo eleitoral interno, nem de outras candidaturas que venham a aparecer”. “O PSD precisa de debate interno”, sublinha, dizendo acreditar que será possível o partido vencer as legislativas do próximo ano e acrescenta: “O PSD precisa de fazer um caminho que é difícil mas que é necessário”.


