PCTP/MRPP só participa em debates televisivos com os cinco partidos do parlamento

01.06.2011 - 15:15 Por Lusa
O PCTP/MRPP só vai participar em debates televisivos que sejam realizados em igualdade de circunstâncias com os que já foram transmitidos, com os cinco partidos parlamentares, em directo, e com a mesma duração, afirmou hoje Garcia Pereira.
O partido “reclama e reivindica e o direito a debater em pé de igualdade, em particular com os cinco partidos parlamentares, e de uma forma muito particular com os amigos da ‘troika’”, afirmou o cabeça de lista por Lisboa, após uma visita a um infantário.
Garcia Pereira, que não compareceu às gravações dos debates televisivos com os partidos que se disponibilizaram a cumprir a sentença do Tribunal de Oeiras, acusou as três televisões generalistas de “tentarem sabotar a decisão judicial”.
O tribunal de Oeiras condenou sexta-feira as televisões generalistas (RTP, SIC e TVI) a realizar debates entre o PCTP/MRPP e os partidos que aceitassem os encontros e ao pagamento de uma multa de 1.000 euros por cada dia decorrido sem que a decisão fosse cumprida.
Na sequência dessa decisão, as televisões propuseram debates gravados “com início entre as 20:45 e as 21:00, nos dias 31 de Maio e 01 e 02 de Junho, tendo uma duração de 20 minutos cada, sensivelmente”. No entanto, o líder do PCTP-MRPP não compareceu a qualquer das gravações marcadas.
“O que as televisões fizeram foi um serviço aos partidos do parlamento, e nunca esperaram que esse serviço pudesse ser declarado ilegal”, acusou.
Garcia Pereira considerou que desde que a decisão do tribunal de Oeiras foi tomada, “tem havido uma tentativa de descredibilização”, mas admitiu que é “honra para o PCTP/MRPP ser atacado por órgãos de comunicação social que se portam como se tem portado as três televisões”.
O dirigente do PCPTP-MRPP acrescentou que as televisões pretendiam “debates gravados com menos de metade do tempo, excluindo os partidos que já debateram, e reservando-se o direito de emitirem os programas pela ordem que entendessem”.
A quatro dias das eleições, Garcia Pereira considerou que ainda era possível realizar os debates, mas afirmou que esse é um problema das televisões, porque “quem faz o mal não pode fazer a caramunha”.
O cabeça de lista do PCTP/MRPP admitiu recorrer, de novo, aos tribunais, mas disse que essa é apenas uma das ‘armas’: “A frente jurídica é uma apenas uma das frentes do combate. O essencial faz-se nas ruas e no contacto directo com os cidadãos”.

