PCTP/MRPP entrega segunda-feira providência cautelar sobre debates televisivos

01.05.2011 - 19:45 Por Lusa
O líder do PCTP/MRPP adiantou que o partido irá entregar esta segunda-feira uma providência cautelar para “intimar as televisões a que os debates televisivos das próximas eleições sejam feitos de acordo com a lei”.
“Na próxima segunda-feira vai dar entrada no tribunal uma providência cautelar intimando as televisões para que os debates tenham que ser feitos de acordo com a lei. O que estamos a assistir é a uma fraude”, disse Garcia Pereira em conferência de imprensa destinada a apresentar o manifesto eleitoral do partido para as eleições de 5 de Junho.
Para o PCTP/MRPP, “ilegal e inconstitucionalmente, está tudo preparado para que os debates, em particular os televisivos, sejam feitos apenas com os cinco partidos do poder”.
Sobre a estratégia do partido para as eleições, Garcia Pereira prometeu “uma campanha assente no contacto directo com as populações”.
A meta do partido é “manter e alargar a votação obtida nas últimas eleições legislativas” a nível nacional e “conseguir a eleição de deputados do PCTP/MRPP no círculo eleitoral de Lisboa”.
No manifesto de quatro páginas hoje apresentado, o PCTP/MRPP qualifica as próximas eleições como “uma gigantesca fraude”.
“Estas eleições são uma gigantesca fraude, porquanto tudo está a ser preparado (desde a vinda do FMI precisamente nesta altura até às entrevistas e debates só com os partidos políticos do poder), para que os vencedores de tais eleições sejam aqueles partidos (PS e PSD) que precisamente conduziram o país à ruína em que actualmente se encontra e que agora chamaram para cá o mesmo FMI”, diz o documento.
Face a uma “manobra chantagista e fraudulenta”, os trabalhadores “não podem permitir que os partidos que atraiçoaram o país decidam agora das eleições e se alcandorem de novo ao poder, depois de terem enganado sucessivamente os eleitores”, adianta.
“Quem atraiçoou o povo português e o País, quem conduziu uma política sistemática de liquidação da nossa capacidade produtiva e transformou Portugal, que tem hoje de importar mais de 80 por cento daquilo que consome, numa sub-colónia do imperialismo germânico (...) não pode merecer um só voto que seja dos trabalhadores conscientes”, salienta o manifesto do PCTP/MRPP.
Os portugueses, sugere, “devem sublevar-se e dizer a tudo isto muito claramente ´Não, não vou por aí´”.
“Devem dizer claramente que não queremos e não precisamos do FMI e dos burocratas e banqueiros da EU, que não trazem ajuda alguma a Portugal e que devem ser de imediato mandados embora”, exorta.

