O secretário-geral do PCP Jerónimo de Sousa afirma que o partido vai estar na manifestação do movimento de precários “Geração à rasca”, marcada para dia 12 em vários pontos do país. E afirma mesmo que o partido foi convidado a participar.
Em entrevista ao Diário de Notícias e TSF, por ocasião dos 90 anos do PCP, Jerónimo de Sousa afirma que, apesar de apratidário, o movimento “Geração á rasca” não é anti-partidos e que a luta do PCP contra a precariedade laboral justifica a presença nas marchas.
“Do que conheço do manifesto dos organizadores não está lá qualquer concepção antipartidos. Aliás os organizadores convidaram o PCP a estar presente na manifestação do dia 12. Porque estamos a travar um grande combate contra a precariedade que atinge as novas gerações – jovens de 20 a 40 anos – numa fase crucial para ter alguma perspectiva de futuro.”
PSD não está indeciso
Jerónimo de Sousa fala ainda da possível moção de censura a apresentar pelo PCP, referindo que esta é “um instrumento institucional que constitui direito dos partidos da oposição”. Mas que pressupõe uma dimensão política. “A questão de fundo é saber se as questões nacionais se resolvem mudando apenas de executante e prosseguir no essencial a mesma política.”
E afirma, sobre o PSD, que este partido não está indeciso sobre se quer governar ou não mas que apenas aguarda a altura certa. “A direita ainda não está interessada em substituir o executante; O PSD não esta indeciso, espera é pelo tempo certo após este Governo assumir o odioso das medidas que estão perspectivadas, designadamente após o encontro de Sócrates com Angela Merkel. Ou seja, a direita quer que o PS faça o trabalho sujo para tomar conta do poder sem custos sociais.”
Jerónimo de Sousa afirma ainda que não será secretário-geral para sempre mas que a questão da sua sucessão, falada após a escolha de Francisco Lopes para candidato das presidenciais de Janeiro passado, ainda não se coloca.


