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Jerónimo fica sem resposta no Parlamento

PCP tenta travar congelamento do salário mínimo

30.09.2010 - 17:18 Por Leonete Botelho

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 (Nuno Ferreira Santos)
Mal soube da intenção do Governo de congelar o aumento do salário mínimo acordado em concertação social, o PCP apresentou uma iniciativa legislativa para evitar esta decisão.

O projecto de resolução do PCP foi apresentado durante o debate quinzenal com o primeiro-ministro, onde o líder comunista, Jerónimo de Sousa, confrontou Sócrates com questões concretas sobre o congelamento de pensões e o abono de família e ficou sem resposta.

Sobre aquilo a que chamou de “roubo dos salários” na administração pública, Jerónimo garantiu que “cada trabalhador vai receber menos 70 por cento do subsídio de Natal, mas em 14 prestações suaves”. E perguntou: “Até quando?”

Na resposta, o primeiro-ministro confessou um “aperto no coração” ao tomar estas medidas, mas justificou-as com o interesse nacional e a inevitabilidade de as tomar, com toda a “coragem”.

“É coragem tomar medidas que penalizam em dez por cento o capital e 90 por cento as famílias?”, ripostou Jerónimo de Sousa, desvalorizando o aperto no coração do primeiro-ministro face ao “aperto ao pescoço que vão sentir as famílias e os trabalhadores”.

No debate seguinte com Heloísa Apolónia, d’Os Verdes, Sócrates insistiu no tom ao afirmar que “o problema das contas públicas é muito injusto, fomentado e criado por ausência de regulação dos mercados financeiros”, mas insistiu que não há alternativa. A líder parlamentar do PEV discordou, considerando que estas são as piores soluções, pois assim “o país não consegue criar riqueza, com o Governo a atacar a sustentabilidade económica”.

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