O PCP subscreveu hoje o diagnóstico real do país traçado pelo Presidente da República na mensagem de Ano Novo mas defendeu que as soluções para crise só serão encontradas com uma ruptura com a política do Governo.
"É uma declaração que fica a meio do caminho necessário. Subscrevemos as prioridades avançadas pelo Sr. Presidente da República mas consideramos que não há soluções para os problemas dos trabalhadores, das populações se a mesma política for seguida", disse hoje à agência Lusa Paulo Raimundo, membro da Comissão Política do Comité Central do PCP.
Na opinião de Paulo Raimundo, a situação em que o país se encontra revela que foram tomadas opções erradas durante sucessivos governos.
"O PCP considera que há que ter confiança e espírito empreendedor no sentido de caminhar para uma ruptura com esta política porque é o único caminho possível para alteração significativa do país", sublinhou.
Na sua mensagem de Ano Novo, a terceira desde que foi eleito, Cavaco Silva afirmou não poder esconder a "verdade da situação difícil em que o país se encontra" e que o caminho para "Portugal sair da quase estagnação económica" é "estreito, mas existe".
O Presidente da República admitiu quinta-feira que 2009 "vai ser um ano muito difícil" e avisou o Governo de que "a verdade é essencial", considerando que "as ilusões pagam-se caras".


