O PCP pediu hoje explicações ao Governo sobre a interferência da GNR em piquetes de greve no Alentejo, durante a paralisação na função pública realizada a 9 e 10 de Novembro.
Em requerimento entregue hoje no Parlamento, o PCP cita um comunicado do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local (STAL) para denunciar a deslocação de elementos da GNR às câmaras municipais de Arraiolos e Vila Viçosa e à Junta de Freguesia do Vimieiro, questionando os piquetes de greve sobre os trabalhadores que estariam em greve e quais os serviços encerrados.
"Estas acções levadas a cabo por quem tem de fazer cumprir a ordem pública, como é o caso da GNR, não é mais do que uma interferência abusiva contra um acto praticado com inteira legalidade", acusa o PCP, no requerimento assinado pelo deputado Abílio Fernandes.
"Que orientações foram dadas à GNR que justifique este insólito comportamento? Que medidas irão ser tomadas para evitar uma futura repetição destas situações?", questiona o partido, numa pergunta dirigida ao Ministério da Administração Interna.
Por outro lado, o PCP acusa ainda o Centro de Emprego da Direcção Regional do Alentejo de ter dado orientações de proibição de aderir à greve a trabalhadores colocados em escolas de Montemor-o-Novo e Alandroal.
"É uma atitude inadmissível a orientação dada pelo Centro de Emprego, uma instituição que tem redobrada responsabilidade no que respeita aos direitos dos trabalhadores", critica o deputado comunista, solicitando, neste caso, explicações ao Ministério do Trabalho e Solidariedade Social.


