O PCP vai anunciar nas jornadas parlamentares que decorrem segunda e terça-feira em Aveiro uma iniciativa legislativa que prevê a criminalização do enriquecimento ilícito, disse hoje o secretário-geral do partido, Jerónimo de Sousa.
"A nossa iniciativa na outra sessão [legislativa] foi derrotada pela maioria, esperamos que desta vez haja uma reconsideração, tendo em conta que a evolução e a própria vida justificam a pertinência e urgência da medida", justificou. Jerónimo de Sousa falava aos jornalistas no final da Assembleia Distrital do PCP de Castelo Branco, no Fundão.
"Nos tempos que correm, não se trata de perseguir quem enriquece", defende. Segundo o líder comunista, "há um quadro de suspeição permanente em relação às grandes fortunas", pelo que "a democracia e a transparência só teriam a ganhar caso essas pessoas demonstrassem com enriqueceram".
Também a líder do PSD, Manuela Ferreira Leite, mostrou-se preocupada com os casos de corrupção e anunciou na sexta-feira que o partido vai "novamente" avançar no Parlamento com uma proposta que conduza à criminalização do enriquecimento ilícito.
Questionado sobre se vai procurar entendimentos com os social-democratas, Jerónimo de Sousa referiu que, "com o PSD e os restantes partidos da oposição, pode haver ali um esforço".
"Mas quem tem maioria absoluta é o PS. Pensamos que mais importante que isso era convencer o PS a alterar a sua posição", sublinhou. Na Assembleia Distrital do PCP de Castelo Branco, Jerónimo de Sousa reafirmou ainda que o PCP vai voltar a defender no Parlamento a alteração dos critérios de atribuição do subsídio de desemprego.
"Não abdicaremos de continuar o combate pela aprovação da proposta do PCP de alteração das regras de atribuição do subsídio de desemprego. Uma proposta mais que justa e mais que necessária", sublinhou.


