O PCP vai reforçar a defesa do papel central do Estado na economia e a exigência de o Governo romper com as orientações da União Europeia em nome da soberania nacional, na Conferência do próximo fim-de-semana.
Estas são as duas áreas que foram “aprofundadas” nos documentos a debater na Conferência Nacional sobre Questões Económicas e Sociais, face às posições do PCP nestas áreas aprovadas no último congresso comunista.
“Há uma análise mais profunda. A conferência não rompe nem podia romper com a resolução aprovada no congresso, mas desenvolve linhas de orientação em torno das questões da reconfiguração do Estado e põe em cima da mesa a necessidade de recuperação da soberania nacional”, afirmou Agostinho Lopes, da comissão política do PCP.
Em declarações aos jornalistas, Agostinho Lopes apontou a necessidade de “pôr em causa as orientações da política monetária da União Europeia”.
Não sendo “uma conferência para falar da conjuntura”, disse, no encontro, que vai reunir mais de 1250 delegados eleitos pelas estruturas do PCP, “será inevitável que os problemas económicos e sociais” da actualidade sejam abordados. "O problema da limitação dos direitos dos trabalhadores, da restrição dos salários, o próprio Orçamento do Estado que foi aprovado e que é o exemplo de tudo aquilo que não se deve fazer em política económica", serão discutidos, adiantou.
Agostinho Lopes fará a abertura da Conferência, que decorre no pavilhão municipal da Torre da Marinha, no Seixal, ficando o encerramento, domingo, a cargo do secretário-geral comunista, Jerónimo de Sousa.


