PCP preocupado com mudanças na lei eleitoral critica redução dos consulados

11.09.2008 - 21:05 Por Lusa
O secretário-geral do PCP admitiu hoje reservas à mudança da lei eleitoral para as legislativas proposta pelo PS, proibindo o voto por correspondência dos emigrantes, e criticou o Governo pela redução dos consulados.
Questionado pelos jornalistas sobre a posição do PCP contra o projecto de lei dos socialistas, Jerónimo de Sousa afirmou que "questão central" é que este Governo, "com a sua visão economicista de reduzir drasticamente os consulados", tem vindo a reduzir também os apoios aos emigrantes.
"O resultado lógico e inevitável tem como consequências uma diminuição na participação nos actos eleitorais e na diminuição dos direitos dos emigrantes", afirmou o líder comunista no final de uma acção de rua num mini-comício, no Chiado, em Lisboa, para apresentar uma campanha contra o Código do Trabalho.
Hoje, em Lisboa, a presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite, acusou o PS de querer distorcer o voto da emigração nas legislativas proibindo o voto por correspondência e prometeu apelar "a todas as instâncias" para impedir essa alteração legislativa. Em causa está um projecto do PS de alteração da lei eleitoral para a Assembleia da República que foi apresentado em Julho. Na semana passada, a discussão do projecto do PS foi agendada para a sexta-feira da próxima semana, dia 19.
Referindo que "o voto por correspondência dos emigrantes é talvez o triplo do voto presencial", Ferreira Leite acusou os socialistas de agirem com "objectivos políticos no sentido de distorcer o resultado das eleições dos deputados da Europa e de fora da Europa na medida em que passam a ser deputados eleitos com meia dúzia de votos".

